Educação Ambiental e resíduos sólidos:
uma análise bibliométrica das publicações
DOI:
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.24272Palavras-chave:
Educação Ambiental, Gestão de resíduos, Resíduos sólidos, SustentabilidadeResumo
Atualmente, as mudanças climáticas evidenciam um desequilíbrio ambiental global e intensificam os debates sobre a relação homem-natureza, tornando visíveis graves problemas ambientais causados pelas ações humanas. Entre os principais problemas urbanos destaca-se o lixo, impulsionado pelo modelo consumista, que amplia o consumo de produtos industrializados e a geração de resíduos. No Brasil, a população produz, em média, 1,2 kg de lixo por pessoa ao dia, o que agrava a dificuldade de destinação adequada, sobretudo porque muitos municípios não dispõem de sistemas de coleta que priorizem a segregação na fonte. Diante desse cenário, a Política Nacional de Resíduos Sólidos orienta a correta destinação dos resíduos e reconhece a Educação Ambiental como instrumento fundamental para que a sociedade compreenda os impactos do modelo de desenvolvimento na geração de lixo. A pesquisa de revisão apresentada realizou uma análise bibliométrica das publicações sobre “resíduos sólidos” e sua relação com a educação ambiental, a partir de dados das plataformas Scopus e Web of Science. Os resultados indicam que os países com maior geração de resíduos são também os que concentram maior número de estudos, evidenciando a relevância da problemática. Observa-se ainda o caráter interdisciplinar da temática, dada a diversidade de áreas envolvidas. Conclui-se que a articulação entre resíduos sólidos e educação ambiental é essencial para a conscientização e a ação coletiva na gestão dos resíduos, cabendo à educação ambiental papel central na formação de cidadãos mais conscientes quanto à geração, segregação e destinação adequada, além de apontar a necessidade de aprofundamentos qualitativos nas pesquisas.
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