Fissuras no silêncio pedagógico

contribuições da Educação Ambiental crítica em um território impactado pela mineração

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47401/revisea.v13.24811

Palavras-chave:

Silenciamento, Conflitos Socioambientais, Pesquisa Colaborativa, Educação Ambiental Crítica

Resumo

Este artigo analisa o silenciamento pedagógico em práticas docentes desenvolvidas em um contexto marcado por conflitos socioambientais relacionados à mineração em Vazante, Minas Gerais, Brasil. Com base na Educação Ambiental crítica e no conceito de silêncio pedagógico, discute como impactos da mineração, embora presentes no cotidiano escolar e comunitário, tendem a ser pouco nomeados e problematizados na escola. A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter colaborativo, foi realizada com 13 professoras da educação básica de uma escola pública, por meio de três etapas de uma Construção Coletiva: Escuta Sensível, Oficina de Futuro, Sistematização e Análise dos Dados. A produção dos dados se deu a partir de entrevistas antes e depois da Oficina, questionários e registros dos encontros. A análise, orientada pela Análise Textual Discursiva, permitiu identificar manifestações do silenciamento associadas ao reconhecimento pouco explicitado dos impactos, à minério-dependência, à luta cognitiva e ao deslocamento dos conflitos para abordagens genéricas sobre meio ambiente. Os resultados indicam que esses silenciamentos se relacionam a assimetrias de poder, medo, dependência econômica e hierarquização de saberes. A “Oficina de Futuro” mostrou potencial para ampliar a leitura crítica do território e fortalecer práticas educativas comprometidas com a justiça socioambiental.

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Biografia do Autor

Henrique Mendes da Silva, Universidade de Brasília (UnB)

Doutorando em Educação em Ciências (PPGEduC) pela Universidade de Brasília (UnB). Mestre em Ensino de Biologia pela a Universidade de Brasília (UnB). Biólogo pela Faculdade de Patos de Minas. Especialista em Docência e didática no Ensino Superior pela Faculdade de Patos de Minas. Especialista em Gestão e Educação Ambiental pela Faculdade do Noroeste de Minas. Coordenador e docente da Educação Básica na disciplina de Ciências e Biologia pela a Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais e pela Rede Privada de Ensino na Sociedade Educacional de Vazante - Colégio SEV. Atua na interface de Ecologia, Estudos Culturais e Meio Ambiente, Docência, Didática e Zoologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação Ambiental, Ecologia Geral, Zoologia Geral, Entomologia, Bioindicadores, Biomonitoramento e Vigilância Epidemiológica. Membro do corpo editorial da Revista Scientia Generalis. Atuando nas áreas de pesquisas da formação inicial de professores; metodologias de ensino e práticas de docência; aprendizagem da docência; concepções e crenças de professores e currículo. Atualmente dedica-se aos estudos em Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Ambiental, buscando a interlocução da educação em ambiente não formal para a sustentabilidade ambiental e desenvolvimento social, com pesquisas sobre EA e diálogo de saberes; percepção ambiental; corporeidade; pesquisa biográfico-narrativa e formação docente. Membro do grupo de pesquisa do CNPq “Tecituras entre Educação em Ciências, Narrativas e Culturas”.

Maria Rita Avanzi, Universidade de Brasília (UnB)

Atuo no campo da Educação Ambiental desde a graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista - campus Rio Claro. Durante mestrado e doutorado, cursados na Faculdade de Educação da USP, desenvolvi pesquisas em EA junto a equipes interdisciplinares no Núcleo de Estudos Ambientais da UNICAMP. Atuei como educadora ambiental no Instituto Paulo Freire e como consultora do Ministério do Meio Ambiente. No momento, atuo como Professora Associada da Universidade de Brasília (UnB), lotada no Núcleo de Educação Científica do Instituto de Ciências Biológicas, onde ministro aulas para o curso de Licenciatura em Ciências Biológicas e sou credenciada no Programa de Pós Graduação em Educação em Ciências, com pesquisas sobre EA e diálogo de saberes; percepção ambiental; corporeidade; pesquisa biográfico-narrativa e formação docente. Sou líder do grupo de pesquisa do CNPq “Tecituras entre Educação em Ciências, Narrativas e Culturas”.

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Publicado

13.10.2026

Como Citar

Mendes da Silva, H., & Avanzi, M. R. (2026). Fissuras no silêncio pedagógico: contribuições da Educação Ambiental crítica em um território impactado pela mineração. Revista Sergipana De Educação Ambiental, 13, 1–31. https://doi.org/10.47401/revisea.v13.24811

Edição

Seção

Fluxo contínuo