Fissuras no silêncio pedagógico
contribuições da Educação Ambiental crítica em um território impactado pela mineração
DOI:
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.24811Palavras-chave:
Silenciamento, Conflitos Socioambientais, Pesquisa Colaborativa, Educação Ambiental CríticaResumo
Este artigo analisa o silenciamento pedagógico em práticas docentes desenvolvidas em um contexto marcado por conflitos socioambientais relacionados à mineração em Vazante, Minas Gerais, Brasil. Com base na Educação Ambiental crítica e no conceito de silêncio pedagógico, discute como impactos da mineração, embora presentes no cotidiano escolar e comunitário, tendem a ser pouco nomeados e problematizados na escola. A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter colaborativo, foi realizada com 13 professoras da educação básica de uma escola pública, por meio de três etapas de uma Construção Coletiva: Escuta Sensível, Oficina de Futuro, Sistematização e Análise dos Dados. A produção dos dados se deu a partir de entrevistas antes e depois da Oficina, questionários e registros dos encontros. A análise, orientada pela Análise Textual Discursiva, permitiu identificar manifestações do silenciamento associadas ao reconhecimento pouco explicitado dos impactos, à minério-dependência, à luta cognitiva e ao deslocamento dos conflitos para abordagens genéricas sobre meio ambiente. Os resultados indicam que esses silenciamentos se relacionam a assimetrias de poder, medo, dependência econômica e hierarquização de saberes. A “Oficina de Futuro” mostrou potencial para ampliar a leitura crítica do território e fortalecer práticas educativas comprometidas com a justiça socioambiental.
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