v. 12 n. 2 (2025): Jan./Jun. 2025 - Boletim Historiar

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'Bem-vindos à nova edição da revista Boletim Historiar! É com enorme satisfação que abrimos mais um ciclo de reflexões, debates e descobertas. Nesta edição, reunimos textos que exploram diferentes épocas, culturas e movimentos, com o objetivo de ampliar o olhar sobre os acontecimentos que moldaram a humanidade.

Para abrir a edição temos o artigo Dominick LaCapra: teoría e historiografía del Holocausto, no qual os autores Karl Schurster, Alana de Moraes Leite e Óscar Ferreiro-Vasquez analisa a contribuição de Dominick LaCapra para a teoria historiográfica do Holocausto, enfatizando sua abordagem interdisciplinar e o uso de conceitos psicanalíticos na análise de traumas históricos. Dividido em três eixos, o estudo destaca a relevância da memória e da ética na escrita histórica, sugerindo que a compreensão do trauma é essencial para uma historiografia crítica e transformadora.

Em seguida Dilton Cândido Santos Maynard, no texto Fascistas na era digital: subsídios para comparações entre web sites da Europa e da América do Sul (1996-2008), examina a presença precoce e persistente de grupos de extrema-direita e neofascistas no ciberespaço, destacando sua ocupação estratégica desde os anos 1990. O autor argumenta que a ascensão de atores políticos de extrema-direita nas redes sociais do século XXI não constitui fenômeno inédito, mas é resultado de um processo de colonização digital de longa duração.

A seguir, em Memória, colonialismo e propaganda política no Salazarismo: as comemorações do Duplo Centenário de 1940, Carlos André Silva de Moura, Edmilson Antônio da Silva Júnior e José Pedro Lopes Neto analisam o Duplo Centenário, evento ocorrido em Portugal em 1940 que celebrou s datas de Fundação (1140) e Restauração (1640) de Portugal. A partir da História Cultural e utilizando como fontes jornais, documentos do governo e discursos, os autores examinam como o evento buscou promover uma propaganda do governo de António de Oliveira Salazar a partir da memória colonialista portuguesa.

Em Pearl Harbor e Dunkirk: A celebração das derrotas no cinema dos Estados Unidos e Reino Unido, Francisco Diemerson de Sousa Pereira analisa como Estados Unidos e Reino Unido representam Pearl Harbor e Dunkirk no cinema do século XXI, transformando derrotas militares em narrativas que reforçam identidades nacionais. A partir de uma análise comparativa, o autor identifica que nos EUA prevalece o heroísmo individual, a exaltação patriótica e a ideia de superação, enquanto no Reino Unido destacam-se aspectos como a resistência coletiva e o mito da “ilha sitiada”.

Já Matheus Honorato da Silva Santos, no artigo Febre amarela em Sergipe: relações de poder no contexto da epidemia de 1919, faz um delineamento da progressão de uma epidemia de febre amarela no estado de Sergipe no ano de 1919. Utilizando como fonte periódicos sergipanos publicados no período, o autor analisa as ações dos poderes públicos estadual e federal no contexto epidêmico, dando ênfase aos atritos ocasionados por divergências que opuseram autoridades políticas e sanitárias no que concerne à comprovação ou refutação dos casos suspeitos da referida doença no âmbito local.

Por fim, temos o artigo intitulado O jornal A Voz da Raça o os usos didáticos para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira, João Marcos de Souza Rodrigues e Noemia Dayana de Oliveira apresentam os usos didáticos de documentos produzidos pelo Movimento Negro, especificamente a Frente Negra Brasileira. O trabalho está dividido em duas partes: na primeira o foco recai sobre as questões teóricas do aprendizado histórico; na segunda parte há indicações temáticas para a o professor de História usar na sala de aula. Os autores mostram como este recurso pode ser empregado para o ensino e desenvolvimento de uma consciência histórica.

Agradecemos a todos os colaboradores e leitores que tornam possível este projeto acadêmico. Esperamos que os textos presentes nesta edição inspirem novas pesquisas, discussões e iniciativas, reafirmando a importância de conhecer e valorizar a História.

Boa leitura!

Equipe Editorial

Publicado: 2026-01-27