Pearl Harbor e Dunkirk: A celebração das derrotas no cinema dos Estados Unidos e Reino Unido
Resumo
O presente artigo analisa como Estados Unidos e Reino Unido representam Pearl Harbor e Dunkirk no cinema do século XXI, transformando derrotas militares em narrativas que reforçam identidades nacionais. Nos EUA, prevalece o heroísmo individual, a exaltação patriótica e a ideia de superação, como em Pearl Harbor, que combina espetáculo visual e romance, embora com críticas por simplificações históricas. No Reino Unido, destaca-se a resistência coletiva e o mito da “ilha sitiada”, como em Dunkirk, que utiliza múltiplas temporalidades para enfatizar esforço conjunto de soldados e civis. Apesar das diferenças, ambas as cinematografias reatualizam a memória da Segunda Guerra para dialogar com questões contemporâneas e reforçar sentidos políticos e culturais. O texto também aponta silenciamentos, evidenciando que a memória fílmica permanece seletiva.











