Fascistas na era digital: subsídios para comparações entre web sites da Europa e da América do Sul (1996-2008)
Resumo
Esta nota de pesquisa examina a presença precoce e persistente de grupos de extremadireita e neofascistas no ciberespaço, destacando sua ocupação estratégica desde os anos 1990.
A partir de debates historiográficos sobre o fascismo e de reflexões contemporâneas sobre o negacionismo, argumenta-se que a ascensão de atores políticos de extrema-direita nas redes sociais do século XXI não constitui fenômeno inédito, mas resultado de um processo de colonização digital de longa duração. A análise evidencia como a ausência de regulamentação e a subestimação do impacto político da Internet permitiram que discursos extremistas prosperassem. Com base no conceito de “mínimo fascista” de Robert Paxton e na perspectiva plural de Francisco Carlos Teixeira da Silva, defende-se que as práticas fascistas persistem entre gerações, adaptando-se a novos meios e contextos políticos.











