Memória, colonialismo e propaganda política no Salazarismo: as comemorações do Duplo Centenário de 1940

Autores

  • Carlos André Silva de Moura Universidade de Pernambuco
  • Edmilson Antonio da Silva Junior Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • José Pedro Lopes Neto Universidade Federal Rural de Pernambuco

Resumo

O Estado Novo português foi fundado em 1933 com apoio considerável dos lusitanos. Em vigor durante 41 anos, o regime se confundiu com António de Oliveira Salazar (1889-1970), intelectual católico, nacionalista, antiliberal e anticomunista, que estruturou um governo corporativista com um estreito apoio da Igreja Católica. Em 1940, o governo organizou um grande evento para celebrar o que, supostamente, seriam as datas de Fundação (1140) e Restauração (1640) de Portugal. A partir das contribuições da História Cultural, com análise de jornais, documentos do governo e discursos, compreendemos como o evento esteve longe de ser apenas uma exposição sobre a História lusitana, com o objetivo de promover uma propaganda política a partir da memória colonialista portuguesa. A organização das comemorações e o aparato discursivo que acompanhava o acontecimento traziam consigo o objetivo de estabelecer uma conexão entre um passado, classificado como “glorioso”, e o
presente autoritário.

Downloads

Publicado

2026-01-27

Como Citar

Silva de Moura, C. A., da Silva Junior, E. A., & Lopes Neto, J. P. (2026). Memória, colonialismo e propaganda política no Salazarismo: as comemorações do Duplo Centenário de 1940. Boletim Historiar, 12(2). Recuperado de https://ufs.emnuvens.com.br/historiar/article/view/24382