Medicamentos hipnóticos e marketing do sono no Uruguai
DOI:
https://doi.org/10.21669/tomo.v44.23584Palavras-chave:
Mercados, Sono, Hipnóticos, Psicofármacos, UruguaiResumo
Este artigo analisa o processo de farmaceuticalização do sono por meio do estudo da publicidade de medicamentos hipnóticos em circulação no Uruguai desde 1930 até hoje. Observamos que as estratégias promocionais de laboratórios nacionais e estrangeiros produzem e reproduzem representações culturais não só sobre o que um medicamento hipnótico é e deveria ser, mas também sobre o que o sono é e deveria ser. A análise realizada identifica figuras como a noite, a pessoa dormindo, a falta de sono e a vigília presentes ao longo de todo o período. Junto com a antinomia sono artificial/sono natural, essas figuras permitiram o surgimento e a consolidação de um mercado baseado na comercialização do desejo de dormir. Concluímos que, neste mercado, o sono é objeto de uma disputa política pela sua governança, baseada em valores morais concorrentes que refletem uma cultura nacional do sono mutável e contraditória.
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