Politiques publiques d'éducation environnementale

brève analyse du contexte de Campo Grande/MS à la lumière de la perspective marxiste

Auteurs

  • Letícia Recalde Costa UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL - UFMS
  • Lilian Giacomini Cruz Zucchini Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul https://orcid.org/0000-0002-7077-5413
  • Simone Mamede Universidade Federal do Tocantins - UFT

DOI :

https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23425

Mots-clés :

Éducation Environnementale, État, Fétichisme, Être social

Résumé

Cette étude analyse les contradictions présentes dans la formulation de la Politique Municipale d’Éducation Environnementale de Campo Grande-MS, à la lumière de la perspective marxiste et de l’Éducation Environnementale Historico-Critique. La recherche part du constat que la crise environnementale est l’expression d’une crise sociétale plus profonde, enracinée dans les structures du mode de production capitaliste, qui subordonne la nature et le travail humain à la logique d’accumulation et à la nécessité d’expansion continue du capital. À partir des apports théoriques de Marx, Engels, Mészáros, Gramsci, Saviani et Loureiro, l’étude problématise le rôle de l’État en tant qu’expression des rapports de force entre les classes sociales et examine le veto institutionnel au projet de loi municipal comme manifestation concrète de l’hégémonie néolibérale. Le travail et l’éducation sont adoptés comme catégories d’analyse, comprises dans la tradition marxiste comme des processus ontologiques et historiques constitutifs de la formation humaine. L’analyse met en évidence que l’éducation environnementale, loin d’être neutre ou purement technique, constitue un champ de lutte idéologique où s’affrontent des projets de société antagonistes. Dans ce contexte, l’aliénation socio-environnementale, exprimée dans le fétichisme des politiques publiques, entrave la construction d’une conscience critique capable d’articuler la défense de la vie à la lutte pour la transformation sociale. L’Éducation Environnementale Historico-Critique émerge alors comme un instrument de médiation et d’émancipation, en affirmant le caractère ontologique du lien entre travail, nature et formation humaine. Il est conclu que le dépassement des obstacles institutionnels à la mise en œuvre de politiques publiques écologiquement justes exige une mobilisation sociale élargie, une radicalisation de la critique et l’affirmation de l’éducation en tant que praxis transformatrice.

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Bibliographies de l'auteur

Letícia Recalde Costa, UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL - UFMS

Doutoranda em Ensino de Ciências (Educação Ambiental) pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Mestre em Ensino de Ciências pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2019). Especialista em Gestão Escolar: Orientação e Supervisão pela FCE (2024). Graduada em Licenciatura Plena em Geografia pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (2014). Professora efetiva na Rede Municipal de Campo Grande MS. Tutora da Formação Integrando Saberes: iniciativas empreendedoras para o desenvolvimento da aprendizagem na educação profissional - modalidade EaD (SED) (2019); Atualmente atua como Professora de Geografia na Rede Municipal de Ensino de Campo Grande - MS. Membro da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental de Mato Grosso do Sul (CIEA/MS). Integrante do Grupo de Pesquisa Educação Ambiental, Saberes e Ciências (SACI-UFMS). Possui experiência nas áreas de Educação e Ensino, com ênfase em Ensino de Ciências e Educação Ambiental, com os temas: Políticas Educacionais, Formação de Professores, Organização do Trabalho Didático, Trabalho e Educação, Educação Ambiental, Ensino de Ciências e Geografia Escolar.

Lilian Giacomini Cruz Zucchini, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), especialista em Gerenciamento Ambiental pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ) da Universidade de São Paulo (USP) e doutora (doutorado direto) em Educação para a Ciência pela Universidade Estadual Paulista (UNESP - Bauru), com período de estágio (doutorado sanduíche) na Universidade de Santiago de Compostela, Espanha. Atualmente é professora dos cursos de graduação em Ciências Biológicas (Bacharelado) e Medicina na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), unidade de Campo Grande e, professora orientadora nos Programas de Pós-graduação em Educação Científica e Matemática (Mestrado Profissional), UEMS - Dourados, em Biodiversidade e Sustentabilidade Ambiental, UEMS- Mundo Novo, e em Ensino de Ciências, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), campus Campo Grande. Tem experiência em diferentes temas da área da Educação, em especial nos estudos em Educação Ambiental no contexto escolar. É membro do Grupo de Estudos em Ciências Ambientais e Educação - GEAMBE (UEMS), Grupo de pesquisa Formação e Ação de Professores de Ciências e de Educadores Ambientais (Unesp Botucatu) e do Grupo de Pesquisa Educação Ambiental, Saberes e Ciências - SACI (UFMS).

Simone Mamede, Universidade Federal do Tocantins - UFT

Professora Adjunta na Universidade Federal do Tocantins - UFT, Campus Arraias, Curso de Educação do Campo. Doutora e mestra em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal. Especialista em Ecoturismo e Educação Ambiental pela Universidade Federal de Lavras - UFLA. Possui graduação em Ciências Biológicas pela Uniderp, graduação em Gestão de Turismo pela Universidade Estácio de Sá e bacharelado em Turismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL. Atualmente é professora no curso de Pós-Graduação em Recursos Naturais - PGRN/UFMS, no mestrado e doutorado. Ministrou aulas nos cursos de Turismo da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS, na Universidade Estadual Paulista - UNESP e na Universidade Federal do Tocantins - UFT. É facilitadora da Rede Brasileira de Educação Ambiental - REBEA. Voluntária do Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo. Atua como pesquisadora nas áreas: Etnobiodiversidade, Educação Ambiental, Sociobiodiversidade, Biodiversidade nos biomas da América do Sul, Fotografia Socioambiental, Mastofauna, Avifauna, Turismo, Ecoturismo, Turismo de Base Comunitária, Turismo de Observação da Vida Silvestre e Birdwatching. Fotógrafa de Natureza. Escritora nas seguintes áreas: Meio Ambiente, Biodiversidade, Educação Ambiental, Ecoturismo, Ecoturismo de Base Comunitária e Observação de Aves.

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SHIROMA, Eneida Oto. Política Educacional. 4ª ed. Rio de Janeiro. Lamparina, 2007.

Publiée

2025-09-30

Comment citer

Recalde Costa, L., Giacomini Cruz Zucchini, L., & Mamede, S. (2025). Politiques publiques d’éducation environnementale: brève analyse du contexte de Campo Grande/MS à la lumière de la perspective marxiste. Revista Sergipana De Educação Ambiental, 12(1), 1–23. https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23425