Politiques publiques d'éducation environnementale
brève analyse du contexte de Campo Grande/MS à la lumière de la perspective marxiste
DOI :
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23425Mots-clés :
Éducation Environnementale, État, Fétichisme, Être socialRésumé
Cette étude analyse les contradictions présentes dans la formulation de la Politique Municipale d’Éducation Environnementale de Campo Grande-MS, à la lumière de la perspective marxiste et de l’Éducation Environnementale Historico-Critique. La recherche part du constat que la crise environnementale est l’expression d’une crise sociétale plus profonde, enracinée dans les structures du mode de production capitaliste, qui subordonne la nature et le travail humain à la logique d’accumulation et à la nécessité d’expansion continue du capital. À partir des apports théoriques de Marx, Engels, Mészáros, Gramsci, Saviani et Loureiro, l’étude problématise le rôle de l’État en tant qu’expression des rapports de force entre les classes sociales et examine le veto institutionnel au projet de loi municipal comme manifestation concrète de l’hégémonie néolibérale. Le travail et l’éducation sont adoptés comme catégories d’analyse, comprises dans la tradition marxiste comme des processus ontologiques et historiques constitutifs de la formation humaine. L’analyse met en évidence que l’éducation environnementale, loin d’être neutre ou purement technique, constitue un champ de lutte idéologique où s’affrontent des projets de société antagonistes. Dans ce contexte, l’aliénation socio-environnementale, exprimée dans le fétichisme des politiques publiques, entrave la construction d’une conscience critique capable d’articuler la défense de la vie à la lutte pour la transformation sociale. L’Éducation Environnementale Historico-Critique émerge alors comme un instrument de médiation et d’émancipation, en affirmant le caractère ontologique du lien entre travail, nature et formation humaine. Il est conclu que le dépassement des obstacles institutionnels à la mise en œuvre de politiques publiques écologiquement justes exige une mobilisation sociale élargie, une radicalisation de la critique et l’affirmation de l’éducation en tant que praxis transformatrice.
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