A natureza como espaço educador
uma análise da obra A última criança na natureza e suas contribuições à Educação Ambiental
DOI:
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.24979Keywords:
Ecological consciousness; Environmetal education; Nature; Pedagogical practices; Environmetal awareness.Abstract
O estudo tem como objetivo analisar as contribuições da obra A última criança na natureza, de Richard Louv, para a área de Educação Ambiental, com ênfase na valorização da natureza como espaço formativo. A problemática que orienta este estudo é: como as ideias presentes na obra de Richard Louv, podem contribuir para a construção de práticas pedagógicas eficazes na Educação Ambiental? A metodologia adotada foi de abordagem qualitativa, caracterizando-se como uma pesquisa bibliográfica, com base na análise da obra de Louv enquanto documento teórico central, realizada por meio de fichamentos temáticos e cruzamento com produções acadêmicas que tratam da relação entre natureza e ensino da Educação Ambiental. Os resultados revelaram que a ausência de contato com a natureza, a não percepção da relação entre natureza e saúde e a restrição entre natureza e brincadeira, torna-se elementos de distanciamento do trabalho de sensibilização sobre a Educação Ambiental e enfraquece o sentimento de pertencimento e de compreensão sobre a preservação do meio ambiente.
Downloads
References
ALVES, S. M. Ambientes restauradores. In: CAVALCANTE, S.; ELALI, G. A. (org.). Temas básicos em psicologia ambiental. Rio de Janeiro: Vozes, 2011.
BARRAGAN, R. G. Histórias sobre aprender e ensinar com e na natureza. São Paulo: Instituto Alana, 2021. Disponível em: Instituto Alana. Acesso em: 2 fev. 2026.
BARROS, M. I. A. Desemparedamento da infância: a escola como lugar de encontro com a natureza. Rio de Janeiro: Criança e Natureza, 2018.
BRASIL. Lei n.º 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a Educação Ambiental e institui a Política Nacional de Educação Ambiental. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 28 abr. 1999.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018.
BRASIL. Ministério da Educação. Caderno Meio Ambiente: educação ambiental, educação para o consumo. Brasília, DF: Secretaria de Educação Básica, 2022.
BRAUN, V.; CLARKE, V. (Des)conceitualizando temas, análise temática e outros problemas com a ferramenta de tamanho de amostra de Fugard e Potts (2015) para análise temática. International Journal of Social Research Methodology, v. 19, n. 6, p. 739-743, 2016. Disponível em: Taylor & Francis Online. Acesso em: 26 jun. 2025.
CARVALHO, I. C. M. Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico. São Paulo: Cortez, 2004.
CARVALHO, M. A. B. De frente para o espelho: ecopsicologia e sustentabilidade. 2013. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Sustentável) – Universidade de Brasília, Brasília, DF, 2013.
CHANG, C. C. et al. Social media, nature, and life satisfaction: global evidence of the biophilia hypothesis. Scientific Reports, v. 10, n. 1, p. 1-8, 2020.
DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S.; GIARDINA, M. D. Disciplinando a pesquisa qualitativa. International Journal of Qualitative Studies in Education, v. 19, n. 6, p. 769-782, 2006. Disponível em: Taylor & Francis Online. Acesso em: 20 jun. 2025.
DUTRA, C. A. F. et al. O desenvolvimento do sentimento de pertencimento ao meio ambiente: estado da arte. RAEGA - O Espaço Geográfico em Análise, v. 56, p. 102-120, 2023. Disponível em: UFPR Periódicos. Acesso em: 30 out. 2025.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
GUIMARÃES, M. A dimensão ambiental na educação. Campinas: Papirus, 2016.
KAPLAN, R.; KAPLAN, S. The experience of nature: a psychological perspective. Cambridge: Cambridge University Press, 1989.
KAPLAN, R. The role of nature in the workplace context. Landscape and Urban Planning, v. 26, p. 193-201, 1993. Disponível em: ScienceDirect. Acesso em: 5 fev. 2026.
KAPLAN, S. The restorative benefits of nature: toward an integrative framework. Journal of Environmental Psychology, v. 15, p. 169-182, 1995. Disponível em: ScienceDirect. Acesso em: 5 fev. 2026.
KRELING, B. W.; KIRCHNER, E. A. O melhor lugar para estar e brincar: a natureza. Revista Saberes e Sabores Educacionais, Itapiranga, v. 9, p. 67-85, 2022. Disponível em: UCEFF Revistas. Acesso em: 30 out. 2025.
LOUV, R. A última criança na natureza: resgatando nossas crianças do transtorno do déficit de natureza. São Paulo: Aquariana, 2018.
MONROE, M. C. et al. Identifying effective climate change education strategies: a systematic review of the research. Environmental Education Research, v. 25, n. 6, p. 791-812, 2019. Disponível em: Taylor & Francis Online. Acesso em: 13 maio 2026.
MOTTA, A. C. et al. Processo de Educação Ambiental em estudos interdisciplinares prático-teóricos. REMEA, v. 42, n. 2, p. 176-197, 2025. Disponível em: REMEA. Acesso em: 7 out. 2025.
NARCIZO, K. R. S. Uma análise sobre a importância de trabalhar educação ambiental nas escolas. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, v. 22, 2009. Disponível em: REMEA. Acesso em: 13 jun. 2025.
NOBRE, J. N. P. et al. Fatores determinantes no tempo de tela de crianças na primeira infância. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 26, n. 3, p. 1127-1136, 2021. Disponível em: SciELO. Acesso em: 13 maio 2026.
OLIVEIRA, A. D. et al. A Educação Ambiental na Base Nacional Comum Curricular: os retrocessos no âmbito educacional. Revista Brasileira de Educação Ambiental (RevBEA), São Paulo, v. 16, n. 5, p. 328-341, 2021. DOI: 10.34024/revbea.2021.v16.11215. Disponível em: RevBEA. Acesso em: 13 maio 2026.
PASTORE, J. D.; HARMBACH, M. C. Salas verdes: espaços educadores em comunhão com a natureza. In: OLIVEIRA, M. M. S. et al. A natureza da criança: diálogos com Vigotski e Bronfenbrenner. Iguatu: Quipá Editora, 2022.
RADZI, S. N. F.; OSMAN, K.; MOHD SAID, M. N. Progressing towards global citizenship and a sustainable nation: pillars of climate change education and actions. Sustainability, v. 14, n. 9, p. 5163, 2022. Disponível em: MDPI Sustainability. Acesso em: 13 maio 2026.
REIGOTA, M. O que é educação ambiental. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 2017.
SANTOS, A. P.; SILVA, M. E. F.; OLIVEIRA, J. C. A importância do brincar ao ar livre para o desenvolvimento infantil na contemporaneidade. Revista Tecnologia e Sociedade, Curitiba, v. 20, n. 61, p. 190-206, 2024. Disponível em: UTFPR Periódicos. Acesso em: 13 maio 2026.
SCHULTZ, P. W. et al. Implicit connections with nature. Journal of Environmental Psychology, v. 24, p. 31-42, 2004. Disponível em: APA PsycNet. Acesso em: 5 fev. 2026.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Benefícios da natureza no desenvolvimento de crianças e adolescentes. Rio de Janeiro: Criança e Natureza, 2019. Disponível em: Sociedade Brasileira de Pediatria. Acesso em: 11 nov. 2025.
TIRIBA, L. Crianças, natureza e educação infantil. 2005. 249 f. Tese (Doutorado em Educação) – Departamento de Educação, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2005. Disponível em: Maxwell PUC-Rio. Acesso em: 13 maio 2026.
TIRIBA, L. Educação infantil como direito e alegria: em busca de pedagogias ecológicas, populares e libertárias. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2018.
VALE, N. R. F. et al. Tempo nos dispositivos eletrônicos e reconhecimento das expressões faciais emocionais em crianças. Psi Unisc, Santa Cruz do Sul, v. 8, n. 1, p. 40-61, 2024. Disponível em: Psi Unisc. Acesso em: 13 maio 2026.
WINNICOTT, D. W. Brincar e realidade. 5. ed. Rio de Janeiro: Imago, 1975.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Revista Sergipana de Educação Ambiental

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).



















