Imprensa, Graciliano Ramos e Instrução Pública em Alagoas sob o governo Vargas (1933-1936)
DOI:
https://doi.org/10.20952/revtee.v18i37.23547Palavras-chave:
Centralização política, Instrução pública, Nordeste, ImprensaResumo
Este artigo analisa a instrução pública em Alagoas durante a administração de Graciliano Ramos como diretor entre 1933 a 1936, período em que o Estado foi administrado por dois interventores federais: Capitão Francisco Affonso de Carvalho e Osman Loureiro. As estratégias políticas adotadas por eles influenciaram diretamente a atuação de Graciliano Ramos, especialmente em um contexto de crescente articulação entre as esferas local e federal. Jornais como o Jornal de Alagoas (1933), o Diário de Maceió (1934), O Semeador (1934) e o Diário de Pernambuco (1933) foram mobilizados como parte de uma estratégia de aproximação com as camadas populares e de alinhamento com os ideais do governo Vargas. Ao abordar temas como alimentação escolar, infraestrutura e formação docente, o estudo contribui para a compreensão das interfaces entre instrução pública, poder e imprensa no contexto da centralização varguista, oferecendo uma leitura crítica das políticas educacionais e de suas implicações sociais, sobretudo para as camadas populares.
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