A linha de devir e o desenho político-pedagógico da Primavera Autista
DOI:
https://doi.org/10.20952/revtee.v18i37.24246Palavras-chave:
Autismo. Devir. Político-pedagógico. Primavera Autista.Resumo
O movimento, aqui denominado como Primavera Autista, adquire essa categorização diante da sua emergência, a partir do uso das redes sociais por jovens e adultos autistas. A Primavera Autista, enquanto acontecimento político-pedagógico, apresenta-se como uma possibilidade para autistas trazerem suas perspectivas, vivências e desafios diante do diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), evadindo da patologização e do paradigma biomédico que os classifica. Esse movimento assume a linha de devir que, de acordo com Deleuze e Guattari (2012b), é um rizoma e não uma árvore classificatória ou genealógica. O presente artigo objetiva elucidar o desenho político-pedagógico da Primavera Autista, a partir de discursos de 5 jovens e/ou adultos autistas, que foram convidados a participar desta pesquisa pelo potencial de sua atuação política no universo da rede social Instagram. Os dados foram coletados entre os meses de janeiro e fevereiro de 2024, a partir da realização de entrevistas semiestruturadas. Conclui-se que a Primavera Autista pode ser compreendida como uma possibilidade política de linha de fuga, em um espaço impregnado por estereótipos, que pode tão somente fixar as pessoas autistas em um molde identitário.
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