A escola e as (in) visibilidades de crianças fronteiriças: um estudo entre as cidades de Corumbá (Brasil) e Puerto Quijarro (Bolívia)
DOI:
https://doi.org/10.20952/revtee.v18i37.23909Palavras-chave:
Escola, Fronteira, InvisibidadeResumo
O estudo analisa as (in)visibilidades de crianças fronteiriças nas escolas de Corumbá (Brasil) e Puerto Quijarro (Bolívia), focalizando aquelas nascidas no Brasil, residentes na Bolívia e matriculadas em escolas brasileiras. Com abordagem qualitativa e delineamento de estudo de caso, foram aplicados formulários abertos a quinze jovens universitários de origem boliviana, cujas respostas foram examinadas por meio da Análise de Conteúdo. Os resultados revelam que barreiras linguísticas, práticas pedagógicas homogêneas e avaliações centradas na norma do português contribuem para a invisibilidade desses alunos. A cultura escolar tende a ignorar as diferenças culturais e linguísticas, produzindo exclusões simbólicas e afetivas. Em contrapartida, o jogo e a brincadeira, dimensões da cultura lúdica, emergem como espaços de reconhecimento e visibilidade, permitindo a expressão identitária e a integração entre pares. Conclui-se que práticas pedagógicas interculturais são essenciais para valorizar a pluralidade das infâncias fronteiriças.
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