“A onda” e a fascistização do mundo: Uma reflexão com Hannah Arendt sobre a crise da educação
DOI:
https://doi.org/10.20952/revtee.v18i37.23825Palavras-chave:
fascistização, crise da educação, Hannah Arendt, ação pedagógicaResumo
A ascensão da extrema-direita contemporânea gerou uma guinada autoritária no mundo, que vem demarcando o rumo do debate político. Através da análise fílmica temática do filme “A Onda” (2008), traçamos um paralelo com a fascistização do mundo, sob o viés da crítica à educação de Hannah Arendt relacionando totalitarismo, amor mundi, responsabilidade e ação pedagógica. Tomando a educação como preparação dos recém-chegados ao mundo e um problema político de responsabilidade dos adultos, refletimos como fazer da escola, um espaço que pulse liberdade, criticidade, pela mediação do professor. Na dinâmica narrativa fílmica, um professor ao tratar sobre autocracia, propõe a criação de um grupo denominado A Onda. Esse experimento pedagógico atinge os alunos em sua autoestima, fortalecendo o pertencimento e a disciplina, todavia gerando alienação e uma escalada de fanatismo e violência, culminando em uma tragédia, que reflete uma sociedade de indivíduos em coletividade, porém completamente isolados e atomizados.
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