Interculturalidade, racismo e justiça ambiental à luz da Educação Ambiental Crítica nas atas do EPEA 2001-2023
DOI :
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23079Mots-clés :
Educação Ambiental Crítica, Interculturalidade, Justiça ambiental, Racismo ambiental, Diálogo de saberesRésumé
A Educação Ambiental Crítica (EAC) permite um diálogo crítico com as questões que permeiam o meio socioambiental, fortalecendo as premissas de formação crítica na atualidade. A interculturalidade, o racismo e justiça ambiental são temáticas que carecem de debates, buscando romper com a lógica hegemônica vigente, por meio do debate e das trocas de saberes. À vista disso, o presente estudo tem o objetivo de analisar as pesquisas presentes no Encontro Pesquisa em Educação Ambiental (EPEA), de 2001 até 2023, que discutem a interculturalidade, o racismo e a justiça ambiental, apresentando articulação com a Educação Ambiental Crítica, visando um (re)pensar as questões emergentes e que carecem de debates. A presente pesquisa, de natureza qualitativa, pauta-se em uma pesquisa de estado da arte mapeando um total de 999 trabalhos presentes nas atas do EPEA. Deste total, 99 apresentam no título e/ou palavras-chave os termos “Educação Ambiental Crítica”. Após uma leitura minuciosa, seguindo o objetivo desta investigação, observou-se que seis pesquisas discutem a interculturalidade, o racismo e a justiça ambiental à luz da Educação Ambiental Critica. Destarte, apesar do número baixo de trabalhos, há de se considerar que estas pesquisas consistem em uma forma de resistência e engajamento sociopolítico, buscando um diálogo de saberes para os enfrentamentos das problemáticas emergentes e que contemplam o (con)viver social.
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