ENTRE A BIBLIOTECA E A CLÍNICA

PATOLOGIAS NO IMAGINÁRIO LITERÁRIO DO NATURALISMO

Autores/as

  • Rodrigo Donizeti Mingotti

DOI:

https://doi.org/10.32748/revec.v6i17.15725

Resumen

A literatura enquanto monumento capaz de abarcar as mais diversas ciências se apropria de temas e práticas sociais inerentes à ordem do real para sua constituição (BARTHES, 2013). Nesse sentido, as patologias que acometem o sujeito constituem um campo fértil de atuação para as narrativas literárias, de modo a explorá-las e investigar suas acepções no âmbito social, no espaço-tempo recortados. Assim, a vertente que mais se desponta a abordar tais moléstias é a do Naturalismo, marcada particularmente pelo cientificismo e pelo senso do real. Logo, a investigação feita neste trabalho permeia as manifestações e teorias no que se referem ao alcoolismo, à loucura, ao tratamento de reclusão e às demais doenças derivadas do excesso alcoólico. A partir de aportes teóricos como de Émile Zola, Michel Foucault e Fernando Santos, que tratam respectivamente do romance experimental, da loucura e do alcoolismo, analisa-se aqui as patologias exploradas nos romances naturalistas L’Assommoir (1877) e Alma em delírio (1909), de modo a investigar as teorias científicas em torno dessas e, por fim, averiguar o papel da literatura enquanto mediadora do diálogo existente entre os discursos da ciência e do corpo social.
Palavras-chaves: Literatura. História da Saúde. Psiquiatria

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Publicado

2021-05-23

Cómo citar

DONIZETI MINGOTTI, Rodrigo. ENTRE A BIBLIOTECA E A CLÍNICA: PATOLOGIAS NO IMAGINÁRIO LITERÁRIO DO NATURALISMO. Revista de Estudos de Cultura, São Cristóvão, v. 6, n. 17, p. 77–89, 2021. DOI: 10.32748/revec.v6i17.15725. Disponível em: https://ufs.emnuvens.com.br/revec/article/view/15725. Acesso em: 16 abr. 2026.