A “Festa da Selma”, o 8 de janeiro e a crise da democracia no Brasil recente: desafios da História Pública frente ao autoritarismo
Resumo
O presente artigo analisa a atuação da História Pública diante dos desafios impostos pelo avanço da extrema direita no Brasil contemporâneo e seus desdobramentos. A partir da reflexão sobre o atual cenário político, investigamos os discursos extremistas por parte de grupos organizados em alguns espaços, promovendo a então tentativa de golpe. Um conjunto de aportes teóricos que articulam História Pública, cultura política e comunicação digital, foi mobilizado com destaque para as contribuições de Francisco Carlos Teixeira da Silva, Pierre Ansart e Federico Finchelstein, além de reflexões trazidas por Theodor Adorno e Gunther Eysenbach. O artigo também discute os limites da atuação dos historiadores públicos frente à infodemia e aos espaços de disputa por narrativas históricas. Como resultado, defende-se a urgência do engajamento ético e democrático dos(as) historiadores(as) na cena pública como agentes ativos na mediação da memória coletiva e na defesa do Estado Democrático de Direito.
Palavras-chave: Infodemia; Extremismo; Desinformação; Historiadores públicos; Estado Democrático de Direito.