Tradução, feminismos e outros fogos em Mariana Enriquez
DOI:
https://doi.org/10.47250/forident.v41n1.p41-54Palavras-chave:
Mariana Enriquez. Estudos Feministas da Tradução. Feminismos decoloniais. Literatura latino-americana contemporânea. Tradução do Espanhol ao Português.Resumo
A tradução literária, longe de ser neutra, constitui um espaço onde relações de poder são construídas e negociadas, o que justifica sua análise crítica. Nesse sentido, este artigo analisa Las cosas que perdimos en el fuego (2016), de Mariana Enríquez, e sua tradução brasileira (As coisas que perdemos no fogo, 2017), examinando como escolhas tradutórias afetam sentidos ligados a gênero e à colonialidade, especialmente por meio de neutralizações lexicais e deslocamentos de gênero. Para isso, utiliza-se uma abordagem qualitativa comparativa entre o texto fonte e o texto meta, com foco nos contos “O menino sujo” e “A hospedaria”. Os resultados mostram que essas escolhas produzem efeitos Interpretativos importantes e podem modificar aspectos centrais da obra. Desse modo, conclui-se que a tradução pode ser entendida como uma prática ética e política, comprometida com a diferença.
Submissão: 16 mar. 2026 ⊶ Aceite: 21 abr. 2026
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