Crítica pós-colonial ao mito lusíada em Os Lusíadas, de Camões, e no filme O Velho do Restelo, de Manoel de Oliveira
DOI:
https://doi.org/10.47250/forident.v41n1.p25-40Palavras-chave:
Manoel de Oliveira. Camões. Cinema épico. Crítica pós-colonial.Resumo
Este artigo propõe Investigar o mito lusíada no qual se tornou Camões n’Os Lusíadas, e no curta-metragem O Velho do Restelo (2014), do cineasta português Manoel de Oliveira. Assim, propõe-se, no âmbito português da mitologia colonial (Lourenço, 2025), uma análise para identificar uma postura anticolonial na presença fílmica camoniana como catalisadora de crítica pós-colonial. Para isso, propomos uma releitura de Os Lusíadas como epopeia: ambígua com acento de descontinuidade (Macedo, 2010), epopeia de novos tempos contraditórios (Berardinelli, 1973), minada por dentro (Bosi, 1992) e utopia crítica a abrir-se à crítica literária de novos tempos e métodos (Sena, 1978). Enfim, o desdobramento disso no filme como umnão à política colonizadora e suscetível à Interpretação pós-colonial (Király, 2022).
Submissão: 15 mar. 2026 ⊶ Aceite: 22 abr. 2026
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