A formação docente na/para a cultura digital: da curiosidade ingênua para a curiosidade epistemológica

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DOI:

https://doi.org/10.29276/redapeci.2025.25.323848.4-15

Resumo

Este artigo corresponde ao relato de uma experiência desenvolvida com estudantes de Pedagogia de uma universidade pública mineira, durante o primeiro semestre do ano de 2023. O trabalho buscou responder à problematização: por que e como a formação docente precisa discutir e se apropriar da cultura digital? O objetivo foi promover a superação da curiosidade ingênua e avançar para a curiosidade epistemológica em relação ao uso dos artefatos digitais. Isso requer desvelar posturas românticas ou moralistas e aproveitar os interesses e saberes dos estudantes em favor do uso crítico e criativo das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs). A formação inicial de professores é momento para testemunhar a construção de saberes teórico-práticos nessa direção. Para tanto, é um compromisso individual, coletivo e institucional lidar com desafios referentes a precariedades estruturais, preconceitos, desconhecimentos e resistências. Há tempos, estudiosos têm se debruçado em discutir os desafios e possibilidades de incorporação das linguagens digitais nos processos de ensino-aprendizagem. A pandemia da Covid-19 evidenciou a necessidade de maior atenção a esse tema que, se ignorado, pode favorecer a perpetuação de abordagens exclusivamente tecnicistas e mercadológicas, da desigualdade social entre quem tem e quem não tem acesso a esses recursos e de práticas acríticas.

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Biografia do Autor

Ketiuce Ferreira Silva, Universidade do Estado de Minas Gerais

Professora na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), unidade Ituiutaba. Doutora em Educação, pela Universidade Estadual Paulista "Júlio Mesquita Filho" (Unesp), campus Araraquara (2022). Mestra em Educação pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (2014). Especialista em Processos Didático-Pedagógicos para Cursos na Modalidade a Distância (Univesp/2022); em Design Instrucional para EaD Virtual: Tecnologias, Técnicas e Metodologia (Unifei/2009); em Informática na Educação (UFLA/2009) e em Tecnologias Digitais Aplicadas à Educação (Uniminas/2008). Graduada em Pedagogia: Docência, Gestão e Tecnologia (Uniminas/2008). Membro do grupo de pesquisa Formação de professores, cultura digital e aprendizagem (Forproca), da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, e do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Docência na Educação Básica e Superior (GEPDEBS), da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Possui experiência docente na educação básica (Educação Infantil e Ensino Fundamental I) e na educação superior (modalidades presencial e a distância).

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Publicado

2025-12-01