A formação docente na/para a cultura digital: da curiosidade ingênua para a curiosidade epistemológica
DOI:
https://doi.org/10.29276/redapeci.2025.25.323848.4-15Resumo
Este artigo corresponde ao relato de uma experiência desenvolvida com estudantes de Pedagogia de uma universidade pública mineira, durante o primeiro semestre do ano de 2023. O trabalho buscou responder à problematização: por que e como a formação docente precisa discutir e se apropriar da cultura digital? O objetivo foi promover a superação da curiosidade ingênua e avançar para a curiosidade epistemológica em relação ao uso dos artefatos digitais. Isso requer desvelar posturas românticas ou moralistas e aproveitar os interesses e saberes dos estudantes em favor do uso crítico e criativo das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs). A formação inicial de professores é momento para testemunhar a construção de saberes teórico-práticos nessa direção. Para tanto, é um compromisso individual, coletivo e institucional lidar com desafios referentes a precariedades estruturais, preconceitos, desconhecimentos e resistências. Há tempos, estudiosos têm se debruçado em discutir os desafios e possibilidades de incorporação das linguagens digitais nos processos de ensino-aprendizagem. A pandemia da Covid-19 evidenciou a necessidade de maior atenção a esse tema que, se ignorado, pode favorecer a perpetuação de abordagens exclusivamente tecnicistas e mercadológicas, da desigualdade social entre quem tem e quem não tem acesso a esses recursos e de práticas acríticas.
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