Analyse de domaine dans le contexte du genre et de la sexualité

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.33467/conci.v8i.23616

Mots-clés :

Organisation des connaissances, Représentation de l'information, Systèmes d'organisation des connaissances, Diversité sexuelle et de genre

Résumé

Cet article analyse la nature discursive des systèmes d'organisation des connaissances et présente des extraits d'une étude en cours visant à articuler la diversité sexuelle et de genre comme un domaine de connaissance. En ce sens, la recherche adopte comme cadre théorique des perspectives critiques sur l'organisation des connaissances, les apports des études de genre et de sexualité, ainsi que le potentiel théorique et méthodologique de l'analyse de domaine pour la construction de schémas de représentation. Les concepts de domaine et de communauté discursive sont mobilisés pour caractériser la diversité sexuelle et de genre. Les résultats indiquent qu'une compréhension du « domaine », combinée à un usage critique du langage, fournit les concepts, les outils et les catégories nécessaires pour aborder les questions sociodiscursives impliquant la complexité du sujet étudié.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Bibliographies de l'auteur

Leonardo Borges Rodrigues Chagas, Universidade Federal de Minas Gerais

Bibliotecário-Documentalista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Doutorando em Ciência da Informação pela UFMG (desde 2023). Mestre em Ciência da Informação pela UFMG (2022). Bacharel em Biblioteconomia pela UFMG (2013) e Especialista em Biblioteconomia pela Faculdade Internacional Signorelli (2016). Atuou na coordenação da Biblioteca da Faculdade de Odontologia da UFMG, onde também trabalhou com processamento técnico, serviço de referência e indexação nas bases BBO e LILACS (2016-2020). Atualmente integra o movimento de acesso aberto, atuando na gestão de conteúdo da Comunidade de Trabalhos Acadêmicos do Repositório Institucional da UFMG. Possui experiência em gestão de coleções e metadados, normalização de trabalhos acadêmicos e catalogação e indexação de recursos bibliográficos.

Maria Aparecida Moura, Universidade Federal de Minas Gerais

Professora Titular da Universidade Federal de Minas Gerais. Possui graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1993), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (1996), doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2002) e Pós-doutorado em Semiótica Cognitiva e Novas Mídias pela Maison de Sciences de l' Homme(2006-2007). Realiza atualmente um doutorado em Sociologia pela UFMG. É membro do Comitê assessor de Comunicação e Informação no CNPq. Coordena o Laboratório de Culturas e Humanidades digitais (LabCult/PPGCI/UFMG).É a Coordenadora adjunta do GT 12 da ANCIB - Informação, Estudos Étnico-Raciais, Gênero e Diversidades.Atua nos programas de pós-graduação em Comunicação Social (PPGCOM/UFMG) e Ciência da Informação (PPGCI/UFMG) como membro permanente. Integra a Rede de Direitos Humanos da UFMG e a Comissão coordenadora da Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG.Foi Diretora de Gestão de Documentos e Arquivos do Arquivo Nacional no Ministério de Gestão e Inovação do Serviço Público (MGI) (2023-2024); Diretora da Universidade de Direitos Humanos ( UDH) (2020- 2022);diretora de governança informacional da UFMG (DGI/UFMG) sendo a autoridade responsável pelo cumprimento da LAI e pela Ouvidoria Geral da UFMG ( 2014-2018) e coordenadora de Políticas de inclusão Informacional da UFMG - CPINFO (2010-2014).Tem experiência na área de Ciência da Informação, Comunicação e Educação, com ênfase em tecnologias da informação e na produção de conteúdos relacionados aos direitos humanos e à preservação, registro e difusão da cultura popular e dos saberes tradicionais brasileiros, Seu escopo e interesses de estudos abrangem: Geopolítica do conhecimento e justiça epistêmica, Memória, saberes populares e tradicionais, Organização da informação: fundamentos teóricos, mediações e aplicações; Semiótica aplicada aos estudos informacionais; IA, gêneros digitais, análise de redes sociais e sociedade.

Références

AMORIM, Igor Soares; CAFE, Lígia Maria Arruda. Os conceitos de comunidade discursiva, domínio e linguagem na análise de domínio hjørlandiana. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 17., 2016, Salvador. Anais [...] Salvador: Universidade Federal da Bahia, 2016. Disponível em: https://brapci.inf.br/v/190585. Acesso em: 18 jul. 2025.

ARBOIT, Aline Elis. É possível uma organização e representação do conhecimento sem partidos? P2P & inovoção, Rio de Janeiro, v. 3 n. 1, p. 110-129, 2016. Disponível em: https://revista.ibict.br/p2p/article/view/2339. Acesso em: 18 jul. 2025.

BARITÉ, Mario. Diccionario de organización del conocimiento: clasificación, indización, terminología. 6. ed. Montevideo: CSIC, 2015.

BARITÉ, Mario. Towards a general conception of warrants: first notes. Knowledge Organization, v. 46, n. 8, p. 647-655, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.5771/0943-7444-2019-8-647 Acesso em: 17 dez. 2025

BEGHTOL, Clare. A proposed ethical warrant for global knowledge representation and organization systems. Journal of Documentation, London, v. 58, n. 5, p. 507-532, 2002. Disponível em: https://doi-org.ez27.periodicos.capes.gov.br/10.1108/00220410210441 Acesso em: 17 dez. 2025.

BEGHTOL, Clare. Semantic validity: concepts of warrant in bibliographic classification systems. Library Resources & Technical Services, v. 30, n. 2, p. 109-125, 1986. Disponível em: https://alair.ala.org/server/api/core/bitstreams/6ff3860c-d197-4fbf-9cb4-2b0d9e0be142/content Acesso em: 17 dez. 2025.

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução: Renato Aguiar. 22. ed. Rio de janeiro: Civilização Brasileira, 2022.

CAPURRO, Rafael. Epistemologia e ciência da informação. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 5., 2003, Belo Horizonte. Anais [...]. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 2003.

DIAS, Célia da Consolação. A análise de domínio, as comunidades discursivas, a garantia de literatura e outras garantias. Informação & Sociedade: estudos, João Pessoa, v. 25, n. 2, p. 7-17, 2015. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/7/13741. Acesso em: 18 jul. 2025.

EGAN, Margaret Elizabeth; SHERA, Jesse Hauk. Foundations of a theory of bibliography. The Library Quarterly: Information, Community, Policy, v. 22, n. 2, p. 125-137, 1952. Disponível em: https://doi.org/10.1086/617874. Acesso em: 17 dez. 2025.

FAIRCLOUGH, Norman. Discurso e mudança social. Tradução de Izabel Magalhães. 2. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2016.

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade I: a vontade de saber. Tradução: Maria Thereza da Costa Albuquerque e J. A. Guilhon Albuquerque. 13. ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1988. Título original em francês: Histoire de la sexualité I: la volonté de savoir.

GARCÍA GUTIÉRREZ, Antonio. Desclassificação na organização do conhecimento: ensaio pós-epistemológico. Transinformação, v. 23, n. 1, p. 5-14, 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/tinf/a/89vfV6PdSJjGkRMrr56GqvJ/abstract/?lang=pt. Acesso em: 18 jul. 2025.

GUEDES, Roger de Miranda; MOURA, Maria Aparecida. O princípio da garantia semântica e os estudos da linguagem. Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação, v. 9, n. 2, 2016. Disponível em: https://revistas.ancib.org/index.php/tpbci/article/view/393. Acesso em: 18 jul. 2025.

GUIMARÃES, José Augusto Chaves; PINHO, Fabio Assis. Desafios da representação do conhecimento: abordagem ética. Informação & Informação, v. 12, n. 1, p. 19-39, 2007. Disponível em: https://brapci.inf.br/index.php/res/v/33397. Acesso em: 18 jul. 2025.

HJØRLAND, Birger. Deliberate bias in Knowledge Organization? Advances in Knowledge Organization, v. 11, p. 256-261, 2008. Disponível em: https://repository.arizona.edu/handle/10150/105188. Acesso em: 18 jul. 2025.

HJØRLAND, Birger. Domain Analysis. ISKO Encyclopedia of Knowledge Organization, v. 44, n. 6, p. 436-464, 2017. Disponível em: https://www.isko.org/cyclo/domain_analysis. Acesso em: 18 jul. 2025.

HJØRLAND, Birger. Domain analysis in information science: eleven approaches traditional as well asinnovative. Journal of Documentation, v. 58, n. 4, p. 422-462, 2002. Disponível em: https://doi.org/10.1108/00220410210431136. Acesso em: 17 dez. 2025

HJØRLAND, Birger. Knowledge organization (KO). ISKO Encyclopedia of Knowledge Organization, v. 43, n. 6, p. 475-84, 2016. Disponível em: http://www.isko.org/cyclo/knowledge_organization. Acesso em: 06 mar. 2024.

HJØRLAND, Birger; ALBRECHTSEN, Hanne. Toward a new horizon in Information Science: domain analysis. Journal of the American Society for Information Science, v. 46, n. 6, p. 400-425, jul. 1995. Disponível em: https://doi.org/10.1002/(SICI)1097-4571(199507)46:6%3C400::AID-ASI2%3E3.0.CO;2-Y. Acesso em: 17 dez. 2025.

HJØRLAND, Biger; BARROS, Thiago Henrique Bragato. Análise de domínio. Em Questão, v. 30, p. 1-61, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1808-5245.30.140568. Acesso em: 17 dez. 2025.

HJØRLAND, Birger; HARTEL, Jenna. Afterword: ontological, epistemological and sociological dimensions of domains. Knowledge Organization, v. 30, n.3/4, p. 239-245, 2003. Disponível em: https://www.imrpress.com/journal/ko/30/3-4/10.5771/0943-7444-2003-3-4-239. Acesso em: 17 dez. 2025.

JESUS, Jaqueline Gomes de. Orientações sobre identidade de gênero: conceitos e termos. Brasília: Jaqueline Gomes de Jesus, 2012.

JESUS, Jaqueline Gomes de. Xica Manicongo: a transgeneridade toma a palavra. Revista Docência e Cibercultura, [S. l.], v. 3, n. 1, p. 250-260, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.12957/redoc.2019.41817 Acesso em: 17 dez. 2025.

LUGONES, María. Colonialidade e gênero. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de (org.). Pensamento feminista hoje: perspectivas decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020. 384p.

MAI, Jens-Erik. Ethics, values and morality in contemporary library classifications. Knowledge Organization, v. 40, n. 4, p. 241-253, 2013. Disponível em: 10.5771/0943-7444-2013-4-242. Acesso em: 18 jul. 2025.

MILANI, Suellen Oliveira. Bias na representação de assunto: uma discussão de oposições binárias nos Functional Requirements for Subject Authority Data (FRSAD). 2014. 134f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília, 2014.

MOURA, Maria Aparecida. Décoloniser les savoirs. Genre et race dans les discours des systèmes d’organisation de connaissance de circulation globale. Revue Intelligibilité du numérique, n. 1, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.34745/numerev_1692. Acesso em: 18 jul. 2025.

MOURA, Maria Aparecida. Organização social do conhecimento e performatividade de gênero: dispositivos, regimes de saber e relações de poder. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v. 14, n. 2, p. 118-135, 2018. Disponível em: http://dx.doi.org/10.18617/liinc.v14i2.4472. Acesso em: 18 jul. 2025.

OLSON, Hope Alene. The power to name: representation in libraries catalogs. Journal of Women in Culture and Society, v. 26, n. 3, p. 639-668, 2001. Disponível em: https://doi.org/10.1086/495624 Acesso em: 17 dez. 2025.

PINHO, Fábio Assis. Estudo terminológico para análise de domínio de gênero e sexualidade: o caso de termos «fronteiriços» para sistemas de organização do conhecimento. Estudios LGBTIQ+, Comunicación y Cultura, v. 1, n. 1, p. 67-80, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.5209/eslg.75417 Acesso em: 17 dez. 2025

RICH, Adrienne. Heterossexualidade compulsória e existência lésbica. Bagoas, v. 4, n. 5, p. 17-44, 2010. Tradução: Carlos Guilherme do Valle. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/bagoas/article/view/2309. Acesso em: 17 dez. 2025.

RUBIN, Gayle. Políticas do sexo. Tradução: Jamille Pinheiro Dias. São Paulo: Ubu Editora, 2017. 144p. Títulos originais: Thinking Sex e The Traffic in Women.

SARTOR, Amanda Giulia; JESUS, Jaqueline Gomes de. Diferença e diversidade: perspectivas transfeministas na compreensão da categoria “gênero”. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 8, n. 2, p. 12778-12785, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.34117/bjdv8n2-286. Acesso em: 17 dez. 2025.

SHERA, Jesse. Epistemologia social, semântica geral e biblioteconomia. Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v. 6. n. 1, p. 9-12, 1977. Disponível em: https://revista.ibict.br/ciinf/issue/view/11. Acesso em: 18 jul. 2025.

SWALES, John M. The concept of discourse dommunity: some recent personal history. Composition Forum, v. 37, [p. 1-10], 2017. Disponível em: https://compositionforum.com/issue/37/swales-retrospective.php. Acesso em: 17 dez. 2025.

TENNIS, Joseph T. Two axes of domains for domain analysis. Knowledge Organization, v. 30, n. 3-4, p. 191-195, 2003. Disponível em: https://ssrn.com/abstract=2879034. Acesso em: 17 dez. 2025.

WITTIG, Monique. O Pensamento Hétero e outros ensaios. Tradução: Maíra Mendes Galvão. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.

Publiée

2025-12-30

Comment citer

CHAGAS, Leonardo Borges Rodrigues; MOURA, Maria Aparecida. Analyse de domaine dans le contexte du genre et de la sexualité. ConCI: Convergências em Ciência da Informação, São Cristóvão, v. 8, n. especial, 2025. DOI: 10.33467/conci.v8i.23616. Disponível em: https://ufs.emnuvens.com.br/conci/article/view/23616. Acesso em: 4 oct. 2026.