La función social de las bibliotecas públicas en el acceso a la ciudadanía LGBTQIAPN+
una lectura desde la perspectiva de la bibliotecología social
DOI:
https://doi.org/10.33467/conci.v8i.23677Palabras clave:
Bibliotecas públicas, Bibliotecología social, Ciudadanía, LGBTQIAPN+Resumen
Este artículo analiza la función social de las bibliotecas públicas en el acceso a la ciudadanía para la población LGBTQIAPN+, desde la perspectiva de la Bibliotecología Social. Se considera que estas instituciones, al garantizar el acceso a la información, la cultura y los espacios sociales, pueden actuar como instancias de inclusión, representación y combate a las desigualdades sociales. Sin embargo, enfrentan desafíos como la precariedad, la invisibilidad y la falta de políticas enfocadas en las demandas de grupos históricamente marginados. El objetivo es comprender cómo las bibliotecas públicas pueden promover el acceso a la ciudadanía LGBTQIAPN+, proponiendo directrices prácticas para políticas, servicios y colecciones inclusivas. El objetivo es consolidar una bibliotecología crítica, interseccional y socialmente comprometida, guiada por la equidad, la diversidad y la justicia social. Metodológicamente, se trata de una investigación exploratoria básica, basada en una revisión narrativa de la literatura. Se analizaron documentos internacionales como los Manifiestos IFLA/UNESCO (1994; 2022) y la producción científica brasileña y latinoamericana sobre bibliotecología social, ciudadanía y derechos LGBTQIAPN+. El análisis crítico integró perspectivas normativas y empíricas, interpretadas a la luz de un marco crítico-social de la Bibliotecología y las Ciencias de la Información. La conclusión es que las bibliotecas públicas tienen un gran potencial como espacios para la emancipación y la ciudadanía de las personas LGBTQIAPN+, siempre que se guíen por principios éticos y políticos comprometidos con los derechos humanos. Se destacan como prácticas estratégicas: políticas de acogida, colecciones inclusivas, lenguaje no patologizante, formación continua, alianzas con movimientos sociales y la creación de entornos seguros. De esta forma, se reafirma el papel de las bibliotecas públicas como agentes de transformación social y fortalecimiento de la ciudadanía, en consonancia con las directrices de la IFLA/UNESCO y la Bibliotecología Social.
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