Arquivos - Página 2

  • Colagem de Erika Stránská, garota presa em campo de concentração nazista. A imagem é um desenho infantil de uma casa em meio a uma paisagem.

    Dossiê - Ensino de História do Holocausto: itinerários de pesquisas
    v. 11 n. 01 (2022)

    Os textos aqui reunidos nesse Dossiê foram selecionados e avaliados a partir do I Congresso Internacional sobre Ensino do Holocausto e Educação em Direitos Humanos, organizado pelo Museu do Holocausto de Curitiba em parceria com a Universidade de Pernambuco e a Universidade Federal do Paraná. Em colaboração com o Boletim do Tempo Presente, da Rede de Estudos do Tempo Presente/Brasil, optamos por fazer a divulgação dos textos num periódico acadêmico, ao invés do modelo tradicional de anais. Acreditamos que esse formato dará aos textos maior visibilidade e acesso. Foram selecionados vinte textos de autores(as) de diversas regiões do país que compõem o que aqui chamamos de “novos itinerários” de pesquisas sobre o Holocausto no Brasil. Os textos foram editados por eixo temático e serão publicados em quatro edições do Boletim do Tempo Presente, sendo essa a primeira edição de 2022.

    Em outubro de 2021 o CNRS, francês, editou uma coletânea intitulada Penser les Génocides, com o intuito de atualizar o estado da arte das pesquisas sobre essas temáticas com autores de diversos países sobre os mais variados processos históricos que culminaram em crimes contra a humanidade. Seguindo as observações do historiador belga Joël Kotek: “Se o judeocídio aparece, por excelência, com um crime de genocídio, então está longe de ser único”.[1] Não há dúvidas de que todos esses eventos genocidários, incluindo o Holocausto, foram únicos sobre a leitura de uma realidade intransponível, mas comparáveis sobre seus mecanismos de destruição de grupos humanos e de pessoas. Por isso, empreende em todos os pesquisadores um enorme desafio metodológico, cognitivo, emocional e ético para análise de realidades complexas e em contexto específicos. Em oposição ao senso comum que tenta pensar ou apresentar a violência em massa por termos de gradação, acreditamos, tal qual Kotek, na necessidade de pensar sobre a ideia de “hierarquização”, levando em consideração todos os crimes não são iguais e, não sem razão, o crime de genocídio é considerado o pior dos crimes contra a humanidade.[2] Isso não nos leva a uma escala valorativa em relação a que crimes seriam mais ou menos “traumáticos”, mas ao entendimento de que não estamos falando de sofrimento ou mesmo em níveis de gravidade, mas de crimes.  

    Os textos aqui organizados para essa edição se dedicam ao campo disciplinar do Ensino de História do Holocausto[3], relativamente recente no Brasil, mas em franca expansão contando com pesquisadores em diversos programas de pós-graduação. O que esses cinco textos apresentam em comum é a afirmação de que ninguém “ensina” o Holocausto descomprometido. Dialogando com C. Browning boa parte da negativa em ensinar temas como o Holocausto partiu da concepção de que existem atos tão vis que nossa tarefa direta seria rejeitá-los, evitá-los para não correr o risco de entendê-los empaticamente.[4] Os autores(as), humanistas em sua formação, procuram em suas pesquisas demonstrar a necessidade de que o ensino do Holocausto rume contra a tendência narrativa da “inevitabilidade” para com isso poder se apresentar como uma ferramenta da consciência histórica ou mesmo como citando Arthur Chapman, da argumentação histórica.[5]

    O texto que abre esse Dossiê é o da historiadora Franciele Becher onde o foco está nos usos e potencialidades das fontes “primárias” como ferramenta para o ensino de história dos genocídios e passados traumáticos. Seu trabalho, repleto de fontes e originalidade, apresenta os dossiês pessoais de adolescentes no Centro de Observação da Justiça francesa dos anos 1940 procurando analisar as percepções desses indivíduos, em pleno tempo de extermínio, com a guerra e o genocídio e como esses relatos podem contribuir para o campo da argumentação histórica quando se trata de ensino.

    Mônica Broti em seu artigo “A verbo-visualidade da experiência da Shoah” procura investigar a diferentes formas de interpretação e representação da imagem enquanto instrumento para o ensino do Holocausto na educação básica. Com uma forte base teórica, que remonta a clássicos como Bakthin, se apropria do conceito de “verbo-visualidade” para compreender os efeitos de sentido que essas imagens do genocídio podem ter quando se trata do ensino de história.

    A educadora Bruna Braz buscou nos livros “paradidáticos” as representações dos eventos históricos do Holocausto procurando entender que “momentos” eram privilegiados por tais livros e como eles auxiliam numa determinada “cristalização” da imagem que se possui sobre o Holocausto no ensino básico. Mesmo tendo escolhido textos de autores de grande renome como Alcir Lenharo, a autora tentou fazer uma breve anatomia dos textos e, mesmo de forma não intencional, acabou por realizar uma “paratradução” dos livros escolhidos, tal qual o definiu José Yustes Frías[6] da Universidade de Vigo.

    Simone Rocha e Matheus Stanski tornam público, por meio do artigo, o resultado de uma intervenção pedagógica interdisciplinar com o projeto “Diário de Anne Frank: uma história pelo mundo após a II Guerra Mundial”, numa escola do Estado de Santa Catarina. O trabalho tinha como eixo norteador o conceito cunhado pela filósofa alemã Hannah Arendt de “banalidade do mal” e culminou com a elaboração de um livro pelos alunos, dando uma espécie de continuidade ao mundialmente conhecido Diário de Anne Frank. Nesse trabalho os estudantes passam a ter o protagonismo dentro do processo histórico interferindo na reescrita de um passado traumático.

    A historiadora Camila Silva se dedicou a analisar formas de uso da história de Ane Frank, na sua adaptação para os quadrinhos, problematizando novas abordagens para se ensinar a Shoah. Sua ideia foi a de utilizar uma Graphic Novel para a aproximar a linguagem do público-alvo e com isso poder demonstrar a grande complexidade, no nosso entender, desses temas “socialmente vivos”.  

    É nesse aspecto que todos os textos aqui reunidos estão em sintonia com o que chamamos de “tradução da memória do Holocausto” para o campo do ensino. Alguns desses textos estão do campo do nível paratradutivo, tentando apresentar as estratégias na construção do processo de tradução dessa memória no ensino de história, outros caminham para o nível sociológico ou protradutivo, quando demonstram os múltiplos agentes dessa tradução, que em alguns casos são os próprios estudantes que se apropriam dessa memória a ponto de “inventá-la” e chegam ao nível metatradutivo, onde se entende que traduzir é, acima de tudo, como já afirmou José Yustes Frías, uma experiência.

    Sendo assim não falamos de uma transposição[7], sendo o Holocausto uma língua a ser decifrada, mas uma experiência a ser problematizada. Acreditamos que esses textos podem auxiliar nessa difícil e necessária tarefa.

    Karl Schurster[8]

    Carlos Reiss[9]

    Luzilete Falavinha[10]

     

    Notas:

    [1] KOTEK, Joel. Génocide, revenir à l’essentiel?. In: Penser les Génocides. Paris: CNRS, 2021, p.115.

    [2] Idem, o, 116.

    [3] Ver: Silva, F. C. T. da, & Schurster, K. (2016). A historiografia dos traumas coletivos e o Holocausto: desafios para o ensino da história do tempo presente. Estudos Ibero-Americanos, 42(2), 744-772. https://doi.org/10.15448/1980-864X.2016.2.23192

    [4] BROWNING, C. The Origins of the Final Solution. Canadá: Bison Books, 2007.

    [5] CHAPMAN, Arthur. Construindo a compreensão e o pensamento histórico através do ensino explícito do raciocínio histórico. In: ALVES, Luís Alberto Marques; GAGO, Marília. Diálogo(s), Epistemologia(s) e Educação Histórica. Um primeiro olhar. Porto: CITCEM, 2021.

    [6] Ver: Frías, J. Y. (2015). Paratradução: a tradução das margens, à margem da tradução. DELTA: Documentação E Estudos Em Linguística Teórica E Aplicada, 31(4). Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/delta/article/view/22228

    [7] Ver as obras fundamentais sobre paratradução e seus usos: YUSTES FRÍAS, José. Teoria de la paratraduccion. In: VILARIÑO, Xóan Garrido; YUSTES FRÍAS, José. (Eds) Traducción & Paratraducción I. Líneas de investigación. Berna: Peter Lang, 2022 (en prensa). Ver também: FERREIRO VÁSQUEZ, Óscar. El paraintérprete en la Real Audiencia de la Plata de Los Charcas del virreinato del Perú (1569-1575), In: : VILARIÑO, Xóan Garrido; YUSTES FRÍAS, José. (Eds) Traducción & Paratraducción I. Líneas de investigación. Berna: Peter Lang, 2022 (en prensa).

    [8] Universidade de Vigo/Maria Zambrano/Grupo de Investigação em Tradução & Paratradução.

    [9] Diretor do Museu do Holocausto de Curitiba.

    [10] Mestranda em Educação pela UFPR e membro do Departamento de Educação do Museu do Holocausto de Curitiba.

     

    * Imagem de divulgação: Colagem de Erika Stránská, garota presa em campo de concentração nazista 

  • jul-dez: A América Latina frente a pandemia do Covid-19
    v. 9 n. 2 (2020)

    A pandemia causada pelo vírus Sars-Cov-2 (COVID-19) inseriu a humanidade em uma profunda crise sanitária, socioeconômica e psicológica, cujos efeitos políticos se demonstram imprevisíveis. O pânico decorrente da possibilidade de contração da doença afetou o bem-estar individual e coletivo, ao mesmo tempo em que gerou diversas preocupações com o futuro. Esse mal-estar, de uma sociedade sem horizonte de expectativas, levou a diversas crises no modelo de representação, das instituições políticas e das formas de organização social.

    Paralelamente a este processo, a COVID-19 fortaleceu críticas às práticas econômicas neoliberais, acentuando as disparidades econômicas entre os países que compõem o sistema internacional. Ao mesmo tempo, o vírus expôs as profundas desigualdades sociais, em especial em países da América Latina, Caribe e África. A pandemia deixou em evidência, para parcelas da sociedade civil, as mazelas que envolvem o dia a dia dos segmentos sociais pauperizados, como ashabitações precárias, que tornaram o distanciamento social irrealizável, até mesmo desumano, ou os deletérios efeitos da informalidade no mercado de trabalho.

    Na América Latina e Caribe, relatórios preliminares sobre os efeitos sociais e econômicos da pandemia, organizados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a CEPAL, projetaram cenários desalentadores. Vislumbram-se retrações de até 23% no Comércio Internacional, 9,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e o PIB per capita regional deve retroceder aos patamares do ano de 2010, ocasionando, assim, uma nova década perdida. A pobreza e a extrema pobreza devem elevar-se, respectivamente, em 7,1% e 4,5%. Com isso, em torno de 327 milhões de latino-americanos (52,8% da população local) estarão na condição de extrema pobreza ou pobreza ao fim de 2020.[1] 

    A pandemia também impactou as Relações Internacionais. O cooperativismo e o multilateralismo consistiram em um dos seus efeitos, como observamos no apoio às iniciativas realizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o combate à pandemia. No entanto, em paralelo, notamos uma ampliação das disputas entre as potências internacionais. A “corrida global” para a descoberta de uma vacina, o fortalecimento da autonomia do Estado-Nação e o robustecimento das tensões entre norte-americanos e chineses, causadas pela narrativa de Donald Trump acerca da “cupabilidade chinesa” pela pandemia, evidenciaram isso.

    O Sars-Cov-2 demonstrou os efeitos da racionalidade moderna, impulsionada pelo neoliberalismo e globalização, que submeteu as sociedades globais à espoliação, à reprodução do capital e a um desprezível individualismo. Assim, esse dossiê, que atesta os esforços das Universidades em entender o complexo presente, buscará debater os múltiplos impactos econômicos, sociais, políticos, psicológicos, educacionais e culturais causados pela pandemia nos dez artigos que o compõem.

    Em Pandemia e Cosmovisões - Solidão, Medo e Morte Maria Teresa Toribio Brittes Lemos realiza um breve histórico das epidemias a partir de uma narrativa que percorre suas ocorrências da Antiguidade à COVID-19. A autora ressalta sentimentos, como a angústia, o medo e a solidão, ocorridas em outros momentos pandêmicos da história da humanidade e destaca os efeitos desses eventos nas memórias coletivas e nos imaginários sociais com o intuito de observar possíveis sequelas, individuais e coletivas, da atual pandemia para as nossas sociedades.

    Johannes Maerk, em Será la pandemia de Covid-19 el fin del neoliberalismo?, aborda os impactos socioeconômicos e políticos da crise da década de 1929 nos países ocidentais, a teoria keynesiana e o modelo de Indústrias de Substituições de Importações (ISI). Ademais, o artigo analisa as motivações para a implementação das práticas políticas e econômicas neoliberais a partir da década de 1970 em diversos países e traz pertinentes reflexões sobre a possibilidade de surgimento de um modelo alternativo a este, em virtude dos impactos econômicos e sociais da atual pandemia.

    No artigo América Latina e os Impactos Estruturais Ocasionados pela Covid-19, Paulo Maurício do Nascimento abordou os resultados estruturais da pandemia em nível global e, em especial, na América Latina e Caribe. Destacam-se a abordagem acerca das suas consequências econômicas e as ações governamentais adotadas nos seguintes países: Argentina, Brasil, Costa Rica, Equador, México, Paraguai e Peru.

    Oscar Barboza Lizano, em Disputas Imperiales: Mirares de la pandemia COVID-19 desde Centroamérica, avaliou os impactos comerciais, políticos e diplomáticos decorrentes da pandemia. O artigo tem o mérito de analisar os seus efeitos nos espaços centro-americanos e caribenhos, além de tecer breves considerações sobre as conjunturas de países que enfrentaram recentemente um ciclo de instabilidade política, como Bolívia e Chile. Além disso, há uma importante avaliação das disputas entre China e Estados Unidos no sistema internacional, aspecto este relevante em virtude da recente guerra comercial entre as duas superpotências.

    Alberto Dias Mendes, em Pandemia, Cuba e a revolução solidária, avalia as repercussões da COVID-19 na China, Europa e na América Latina e Caribe a partir de uma minuciosa comparação entre o número de casos e óbitos em países selecionados entre março e setembro de 2020. O autor localiza, ainda, a pandemia e os seus efeitos como parte de uma crise civilizatória e ressalta o papel das Brigadas Médicas Henry Reeve no combate interno ao vírus e em ações de solidariedade internacional.

    Em A pandemia da COVID-19 e as mudanças na atuação docente: o trabalho em casa como (falta de) estratégia didática, José Lúcio N. Jr e Patrícia Mª P. do Nascimento abordaram os efeitos da pandemia na prática docente e na sala de aula. Ressalta-se a importante diferenciação entre o Ensino à Distância e o Ensino Híbrido, este imposto à prática docente em decorrência da pandemia e que é baseado na ampla utilização de Novas Tecnologias da Informação e Comunicação, aos quais grande parte dos docentes não estava (ou está!) habituada. O trabalho tem o mérito de trazer pertinentes reflexões para educadores e setores da sociedade civil que, hoje, preocupam-se com os rumos da educação brasileira, sobretudo do setor público, em um momento de inviabilidade de aulas presenciais e de acefalia do Ministério da Educação.

    André Luis Toribio Dantas, em Educação Remota em um contexto pandêmico: Isonomia e Universalidade - Educação Pública/RJ, examinou os impactos da COVID-19 na educação pública do Estado do Rio de Janeiro. As dificuldades de implementação do Ensino Híbrido motivadas, entre outras razões, pelo não acesso dos estudantes à internet e plataformas digitais, e os resultados da suspensão das aulas presenciais na comunidade escolar estiveram entre alguns dos elementos que compuseram as pertinentes reflexões do autor sobre as repercussões da pandemia no ensino público.

    No artigo Povos Indígenas do Brasil: Um novo capítulo de uma velha história, Aimée Schneider Duarte avaliou os efeitos da COVID-19 sobre as populações indígenas brasileiras e as medidas implantadas pelo governo de Jair Bolsonaro na mitigação dos impactos da pandemia sobre os nossos povos originários. Igualmente, há uma análise histórica da participação indígena e dos seus apologistas na Constituinte de 1987-1988 e algumas medidas legais implantadas para a sua proteção.

    Em Possíveis cidades pós-pandêmicas: COVID-19 e a passagem da cidade modernista à cidade “não moderna”, Rodrigo Agueda analisou as consequências sociais da pandemia e as suas possíveis influências no meio urbano. O artigo aponta que os aspectos excludentes das grandes cidades devem permanecer, apesar de, mundialmente, existirem debates relevantes acerca do aproveitamento do contexto pandêmico para se debater mobilidade urbana e organização espacial das cidades.

    Anderson Barbosa Paz em O Papel dos Estados da América Latina em Tempos de Pandemia Global a partir do pensamento de John Keynes examinou alguns elementos da teoria keynesiana e a importância de existência de políticas públicas para mitigar os efeitos da pandemia entre as populações latino-americanas.

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    Prof. Dr. Érica Sarmiento[2]

    Prof. Dr. Karl Schurster[3]

    Prof. Dr. Rafael Araujo[4]
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    [1] As informações aqui inseridas foram retiradas do Observatorio COVID-19 en América Latina y el Caribe - Impacto económico y social. Disponível em: https://www.cepal.org/es/temas/covid-19 Acesso: Nov/2020.

    [2] Professora adjunta de História de América da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Bolsista Produtividade CNPQ nível 2, pesquisadora Jovem Cientista Nosso Estado-FAPERJ (2014-2017; 2017-2020). É coordenadora do Laboratório de Estudos de Imigração (Labimi) e coordenadora do mestrado do Programa de Pós Graduação em História (UERJ). Pós-doutora pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Doutora em história pela Universidade de Santiago de Compostela na área de América e Contemporânea. Foi Professora visitante no Instituto de Estudos da América latina (ILAS), Universidade de Columbia (Nova York) e na Universidade de Santiago de Compostela.

    [3] Professor Livre Docente da Universidade de Pernambuco. Pós Doutor pela Freie Universität Berlin. Organizou juntamente com Francisco Carlos Teixeira da Silva e com Francisco Eduardo Alves de Almeida a obra Atlântico: a história de um Oceano (Civilização Brasileira), vencedora do prêmio jabuti (2º lugar em Ciências Humanas 2014). É professor permanente do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de Pernambuco. Foi bolsista do Instituto Yad Vashem em Jerusalém/Israel (2014) onde desenvolve pesquisa sobre a memória do Holocausto, recebendo nova bolsa de estudos em 2018. É Diretor de Relações Internacionais, exerce a coordenação científica da EDUPE/UPE e é Coordenador Acadêmico do Mestrado Profissional em Ensino de História/ProfHistoria - UPE.

    [4] Professor Adjunto de História da América da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em História Comparada (PPGHC)/UFRJ. Doutor em História pelo PPGHC/UFRJ (2013). Participa como historiador convidado do projeto "1914-1918-online. International Encyclopedia of the First World War" organizado pela Freie Universität e pelo Friedrich-Meinecke-Institut. Membro do Grupo de Trabalho (GT) de Ensino de História e Fontes da ANPHLAC. Pesquisador associado ao Laboratório de Estudos da Imigração (LABIMI)/UERJ e ao Grupo de Estudos Sociocultural da América Latina da Universidade de Pernambuco (UPE).

  • Jan-Jun
    v. 9 n. 1 (2020)

    Mantendo seu caráter multidisciplinar, o Boletim do Tempo Presente traz em sua primeira edição de 2020 cinco artigos e duas resenhas de diferentes áreas do conhecimento.

    O artigo inicial, feito por meio de uma parceria com um professor da Universidade Central de Finanças e Economia da China, traz uma discussão sobre o formato de alocação de bolsas para alunos dos diversos Institutos Confúcio espalhados pelo mundo. Logo em seguindo a professora Sandra Simone, faz um levantamento e análise sobre a questão da acessibilidade no Recife, sob um olhar antropológico.

    Em seguida, na área de geografia, é apresentado um estudo sobre o uso de geotecnologias para expandir o conhecimento na área. O quarto artigo sobre as condições de moradia dos diferentes arranjos familiares, destacando-se um olhar socioeconômico da população brasileira.

    Por fim, são apresentados dois artigos sobre a área de administração pública e sobre a importância do controle de qualidade da água para o uso na irrigação.

    Logo após os artigos, são apresentadas duas resenhas de manuscritos da área de história, permitindo uma análise prévia desses materiais para profissionais e alunos interessados.

    Destaca-se, portanto, a necessidade de se fazerem discussões multidisciplinares que consigam analisar as diferentes questões tratadas pelo Brasil e pelo mundo por óticas distintas, porém complementares.

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    Prof. Dr. Ademir Nascimento

  • Out - Dez 2019
    v. 8 n. 4 (2019)

    A aproximação entre a Universidade de Pernambuco e a CUFE (Universidade Central de Finaças e Economia da China) vem trazendo grandes resultados para o meio acadêmico, em especial na área de Administração.

    Tal aproximação só foi possível devido ao trabalho do Instituto Confúcio da UPE, que atua em Pernambuco há mais de 6 anos e já permitiu que diversos alunos dos cursos de línguas e cultura pudessem conhecer a China.

    Essa rica oportunidade culminou na realização de dois Seminários Internacionais com pesquisadores brasileiros e chineses apresentando suas pesquisas e realizando um intercâmbio de conhecimento. Para ambos os lados, essa é uma parceria proveitosa, pois permite que se conheça mais sobre o mercado de cada região e como parcerias econômicas vem sendo desenvolvidas pelos dois países.

    Nesta edição apresentamos artigos sobre a China focados nos diversos aspectos que as pesquisas vem focando recentemente.

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    Prof. Dr. Ademir Macedo Nascimento

  • Jul - Set 2019
    v. 8 n. 03 (2019)

    A autoavaliação institucional é um pre-requisito básico para a melhoria contínua das instituições de ensino superior.

    Neste sentido, as faculdades e universidades de Pernambuco, desenvolvem a 7 anos um fórum para troca de experiências e de divulgação de boas práticas.

    Nesta edição, são publicados os melhores artigos apresentados neste evento, além de outros artigos do II Seminário Internacional Sino-Brasileiro.

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    Prof. Dr. Ademir Macedo Nascimento

  • Edição Abr./Jun. 2019
    v. 8 n. 02 (2019)

    As relações entre Brasil e China vem se desenvolvendo a passos largos na última década. Com o intuito de divulgar a língua e a cultura chinesa, o governo chinês desenvolver parcerias com universidades ao redor do mundo para a criação de Institutos Confúcio.

    Em Recife, a Universidade de Pernambuco desenvolveu uma próspera parceria ao longo de mais de 6 anos com o Instituto Confúcio e com a CUFE (Universidade Central de Finanças e Economia), tendo um Seminário Internacional que conta com a participação de diversos pesquisadores dos dois países.

    Nesta edição especial, são publicados parte dos artigos apresentados no evento, dando destaque aos da área de economia e de tecnologia.

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    Prof. Dr. Ademir Macedo Nascimento

  • Edição Jan-Mar/2019
    v. 8 n. 1 (2019)

    O Laboratório de Estudos do Tempo Presente, responsável pela revista eletrônica trimestral Boletim do Tempo Presente, com muita satisfação, informa a publicação de sua nova edição.

    Dedicada a artigos livres, oriundos de pesquisas acadêmicas em diferentes níveis de formação essa edição tem como base a divulgação e ampliação do conhecimento científico multidisciplinar. Iniciamos o editorial com um texto sobre a relação entre cinema e história que usa como base uma série de streaming sobre o controverso caso do oficial Nazi Adolf Eichmann. O texto seguinte trata de Sergipe na Segunda Guerra Mundial, especificamente com documentação da imprensa da época procurando narrar o dia-a-dia do intenso debate sobre o Nordeste no decorrer do conflito. Logo após é apresentado ao público as relações entre o livro didático e a história de um período de exceção no Brasil, o Estado Novo, com foco teórico nas representações. O próximo ensaio trata de uma querela contemporânea: é o nazismo um fenômeno de esquerda ou direita? Com esse tema o autor debate as principais correntes e como essa disputa pela memória do passado se tornou atual. O professor Dilton Maynard e a professora Andreza Maynard discorrem sobre um dos temas de maior destaque quando se trata do Nordeste na Segunda Guerra Mundial que é o cotidiano das cidades que tiveram embarcações afundadas por submarinos alemães. O texto, além de original, levanta uma documentação extremamente importante sobre a questão. Por fim, reforçando nosso caráter multidisciplinar temos um texto da área jurídica que faz um estudo detalhado do ponto de vista da lei sobre a responsabilidade civil por infidelidade conjugal e um texto na área de inovação para micro e pequenas empresas.

    Desejamos a todos uma excelente leitura!

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