“É emergencial se conectar com a Terra”:
Educação Ambiental na formação de professores e educadores ambientais
DOI :
https://doi.org/10.47401/revisea.v13.23432Mots-clés :
Afetividade, Audiovisual, Ensino superior, Problemas ambientaisRésumé
Vivemos uma crise ambiental que nos atravessa não apenas racionalmente, mas também afetivamente. Repensar nossa forma de estar no mundo e nossa relação com a Terra torna-se urgente e envolve a educação. A partir das perguntas 'O que sentimos diante das cenas da crise?' e 'Como sensibilizar para enfrentá-la?', buscamos identificar como estudantes do ensino superior se afetam pela crise ambiental e quais concepções constroem sobre essa problemática. Esse trabalho tem como contexto de geração de dados uma aula da disciplina eletiva de graduação Natureza e Sustentabilidade oferecida na Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2023 e 2024. Após um ritual pedagógico que incluiu a exibição de um material audiovisual, os estudantes responderam às perguntas: “Como você se sente?” e “Quais problemas ambientais você identificou no vídeo? Eles têm a ver com o local onde você mora?”. A partir da análise do conteúdo das respostas identificamos as seguintes categorias: sentimentos, sensopercepções e posicionamentos em relação à problemática ambiental, problemas situados, problemas gerais e aspectos sociais e políticos. A predominância da tristeza e do imobilismo indica que os estudantes se afetam, estão atentos e conscientes dos desafios ambientais, reconhecendo inclusive os problemas mais presentes em seu cotidiano. O material audiovisual provocou diferentes sensações, reflexões e posicionamentos diante da crise, evidenciando o potencial da dimensão estética na formação docente. Assim, a inserção da arte audiovisual no ensino contribui para o engajamento afetivo e político dos estudantes, favorecendo a emergência da subjetividade e da agência frente à crise ambiental.
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