CORES DA ESCRITA SEDICIOSA: DISTRIBUIÇÃO SOCIAL DA ESCRITA NOS MOVIMENTOS SEDICIOSOS DA BAHIA, DE MINAS GERAIS E DO RIO DE JANEIRO EM FINAIS DO SÉCULO XVIII
DOI:
https://doi.org/10.32748/revec.v3i03.8482Resumo
Nos últimos anos, a partir de desdobramentos investigativos da história social linguística do Brasil, o interesse pela história da cultura escrita em nosso país tornou-se evidente, principalmente quando tratamos do subcampo que se debruçou em levantar e investigar os corpora diacrônicos do Projeto para a História do Português Brasileiro (PHPB). Diante disso, na Bahia, surge o Programa História da Cultura Escrita no Brasil (HISCULTE), cujo principal objetivo é investigar, a partir de espaços institucionais e extrainstitucionais, as histórias da leitura e da escrita no território brasileiro, desde o início da colonização até aos dias atuais. Este trabalho insere-se nesse contexto. Aqui, buscamos pautar a difusão social da escrita no Brasil em finais do período colonial, com base nos processos devassatórios da Conspiração dos Alfaiates, na Bahia, da Inconfidência Mineira, em Minas Gerais, e da Revolta dos Letrados, no Rio de Janeiro. Estes são mananciais de extrema relevância, pois imprimem em sua manifestação os variados perfis sociológicos dos envolvidos direta e indiretamente nos movimentos sediciosos, quando estes oferecem seu depoimento. Relacionada a tais testemunhos, as assinaturas, sejam autógrafas, idiográficas e/ou não alfabéticas, nos oferecem uma relevante informação da aquisição da escrita dos sujeitos processados e, mais amplamente – quando
consideramos o conjunto dos dados coletados –, de sua distribuição social. Nosso foco, aqui, é demonstrar, a partir da variável cor, como a escrita estava distribuída entre os envolvidos nas referidas sedições, com o objetivo de avaliar os perfis dos assinantes e dos não assinantes de cada um dos processos impetrados.
Palavras-chave: História da Cultura Escrita no Brasil. Difusão social da escrita.
Movimentos Sediciosos.
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