LABORATÓRIO DE LÍNGUAS: PARA QUÊ E PARA QUEM?

Autores

  • Simone Reis Universidade Estadual de Londrina
  • Alex Alves Egido Universidade Estadual de Londrina
  • Paula Kracker Francescon Universidade Estadual de Londrina

DOI:

https://doi.org/10.32748/revec.v0i7.6559

Resumo

Este artigo relata pesquisa realizada na Universidade Estadual de Londrina no ano de 2014. Participaram voluntariamente da pesquisa docentes, discentes e gestora do Laboratório de Línguas, por meio de formulário Google. O objetivo do levantamento de dados é saber quais as expectativas desses participantes quanto a papéis a serem exercidos pelo Laboratório e atividades com que deveria se ocupar. Entre os resultados, foram indicados papel intelectual para incentivo ao pensamento crítico e, com predominância, um papel pragmático que, além de instrumentalizar linguisticamente, também pretende reconhecimento externo de seu selo em exames e certificações. As considerações éticas do estudo incluíram a ética formal e avançaram à ética emancipatória, por meio de retorno aos participantes e consideração de suas vozes antes da publicação do presente relato.


Palavras-chave: Laboratório de Línguas. Papel intelectual. Papel pragmático.

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Biografia do Autor

Simone Reis, Universidade Estadual de Londrina

Professora Associada no Departamento de Letras Estrangeiras Modernas na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Realizou estudos pós-doutorais junto ao Centro de Pesquisa Valibel ? Discours et Variation, no Instituto de Linguagem e Comunicação da Université catholique de Louvain (UCL), em fevereiro de 2010. Concentrou seus estudos na Holanda, em análise crítica do discurso, junto ao Instituto de Educação da Radboud Universiteit Nijmegen, em metáforas e metonímias enquanto focos de análise crítica do discurso, junto à Vrije Universiteit Amsterdam; em análise de dados verbais, visuais e gestuais, junto ao Max Planck Institute for Psycholinguistics, Nijmegen (abril a agosto de 2010). Prosseguiu em seus estudos junto ao departamento de Aprendizagem, Currículo e Comunicação, do Instituto de Educação (IOE) da University of London, e participou do grupo de análise de dados em vídeo, no Laboratório de Conhecimento de Londres, do departamento de Cultura, Comunicações e Mídia da University of London (setembro a dezembro de 2010). Doutora em Ciências Sociais pela Radboud Universiteit Nijmegen (Holanda, 2005, com tese indicada à distinção Cum Laude) ? título revalidado pelo Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Bolsista Fulbright junto à George Mason University, Fairfax, EUA (inverno de 2000), bolsista British Council junto à University College of Saint Mark & Saint John, Plymouth, UK (janeiro 1999). Mestre em Linguística Aplicada pela UNICAMP (1998). Estudante junto ao Teachers College, Columbia University, New York, EUA (julho 1994). Especialista em Língua Inglesa (1989) e graduada em Letras Anglo-portuguesas (1987) pela UEL. Proficiente em língua inglesa, nível C2 (University of Cambridge, dezembro 2010); nível intermediário em língua holandesa (dezembro de 2004). Lê em francês e espanhol. É membro da Associação Brasileira de Linguística Aplicada do Brasil, da Associação Americana de Pesquisa Educacional e da Associação de Pesquisa e Aplicação de Metafora. Atuou como avaliadora de curso de graduação, pelo Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (2007 e 2008). Coordenou a Comissão de Pesquisa do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas (2012), o Colegiado do Curso de Letras Estrangeiras Modernas (2006-2007), o Curso de Especialização em Língua Inglesa (2005), o Curso de Especialização em Ensino de Línguas Estrangeiras (2001-2002), e o Laboratório de Línguas da UEL (1998-1999). É membro do Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da UEL e do Conselho Universitário dessa universidade. É docente do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem da UEL (desde 2006). Orienta pesquisas qualitativas: Pós-positivista (etnografia e demais estudos interpretativistas), Teoria Crítica e Construcionista (etnografia crítica, pesquisa-ação, análise crítica do discurso, análise do discurso). Analisa cognição e ação (foco em percepções, pensamento, aprendizagem, conhecimento, reflexão, imagens, teorias implícitas, dentre outros); linguagem (foco em linguagens verbal e não verbal) e discurso (ACD e AD). Coordena atualmente o projeto de pesquisa Ética em Estudos da Linguagem. Seus interesses de pesquisa são ética, pensamento crítico, desenvolvimento de leitura crítica e letramento crítico. Desde 2010, estuda obras foucaultianas.

Alex Alves Egido, Universidade Estadual de Londrina

Estudante de graduação em Letras Inglês na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Membro dos grupos de pesquisa Letramento crítico: cognição e discurso e Linguagem & Poder (CNPQ). Bolsista de Iniciação Científica (2014-2015) e (2015-2016). Estudante junto ao Kaplan International Colleges, CA, EUA (julho 2015).

Paula Kracker Francescon, Universidade Estadual de Londrina

Doutoranda e mestre em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina (2014), graduada em Letras - Português / Inglês pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (2009). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Línguas Estrangeiras Modernas, na área de Língua Inglesa. Tem interesse em pesquisas no campo da Linguística Aplicada, na área de ensino aprendizagem de línguas estrangeiras, com foco em leitura, Letramento Crítico e discurso. É membro dos grupos de pesquisa Letramento crítico: cognição e discurso e Linguagem & Poder. Participa dos projetos de pesquisa Pensamento Crítico para Ação Transformadora e Estudos Foucaultianos.

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Publicado

06/02/2017

Como Citar

REIS, Simone; EGIDO, Alex Alves; FRANCESCON, Paula Kracker. LABORATÓRIO DE LÍNGUAS: PARA QUÊ E PARA QUEM?. Revista de Estudos de Cultura, São Cristóvão, n. 7, p. 109–120, 2017. DOI: 10.32748/revec.v0i7.6559. Disponível em: https://ufs.emnuvens.com.br/revec/article/view/6559. Acesso em: 11 mar. 2026.