OS JESUÍTAS E AS REFORMAS POMBALINAS: RUPTURAS E CONTINUIDADES
DOI:
https://doi.org/10.32748/revec.v0i6.5950Resumo
Da mesma forma que a Europa representava, na legislação pombalina, a ideia de progresso e civilização, suplantando assim todas as contradições que tal pressuposto acarreta, o ataque aos jesuítas, fora do âmbito retórico, nem sempre tinha fundamento. É sabido, por exemplo, que os membros da Companhia de Jesus não eram tão atrasados ou ignorantes como afirmava a lei. Seu ideário e suas ações, do ponto de vista político-econômico, eram bastante arrojados para o tempo, como comprovam os escritos econômicos do padre jesuíta Antônio Vieira (1608-1697), que defendia a participação dos cristãos-novos na economia portuguesa e a criação de companhias de comércio, e a administração temporal de mais de vinte aldeias do Pará e Maranhão, empregando a mão-de-obra dos indígenas, que lhe granjearam um capital e um poder temidos e cobiçados pelos habitantes daquele importante domínio lusitano. Este artigo busca mostrar até que ponto as rupturas promovidas pelas reformas pombalinas significaram um rompimento ou continuidade com relação à pedagogia jesuítica.
Palavras-chave: história da educação; Ilustração; jesuítas; legislação pombalina.
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