A UNIVERSIDADE DE COIMBRA E OS ESTATUTOS POMBALINOS

Autores

  • Cristiane Tavares Fonseca de Moraes Nunes

DOI:

https://doi.org/10.32748/revec.v0i0.5451

Resumo

O presente artigo busca verificar como a temática da reforma pombalina na Universidade de Coimbra significou os fins de uma política educacional considerada como elemento propulsor de um ideal de nação. Esse foi o mote para a elaboração dos Novos Estatutos de 1772, que tiveram força de lei e representaram as mudanças instituídas pela governação pombalina, sob a justificativa de decadência nos estudos universitários, que até então eram centralizados nas mãos dos jesuítas. Com a reforma universitária instituída, houve novo impulso aos estudos, ampliando prédios e reformulando a estrutura dos assuntos ministrados. Logo, simbolizou o novo, o moderno, visto que as propostas visavam colocar Portugal numa posição de maior destaque na Europa. A educação foi posta como tarefa principal do aparato legislativo, fundamental para a concepção da identidade nacional, representada por um Estado forte e soberano, cujas instituições educacionais se tornaram o locus de sua própria criação. Portanto, a Universidade de Coimbra assumiu a função de força motriz do progresso, alicerçada na ciência e nos ideais iluministas que dariam suporte a um projeto de nação, pois a Universidade foi pensada como pilar de um Estado em desenvolvimento.

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Como Citar

NUNES, Cristiane Tavares Fonseca de Moraes. A UNIVERSIDADE DE COIMBRA E OS ESTATUTOS POMBALINOS. Revista de Estudos de Cultura, São Cristóvão, v. 2, n. 4, 2016. DOI: 10.32748/revec.v0i0.5451. Disponível em: https://ufs.emnuvens.com.br/revec/article/view/5451. Acesso em: 11 mar. 2026.