ANTIARQUIVISMO

Autores

  • Eliana Correia Brandão Gonçalves

DOI:

https://doi.org/10.32748/revec.v0i03.4769

Resumo

A análise do antiarquivismo interroga o arquivo como prática, como voz, como território da memória e fragmentos das construções discursivas da alteridade, manipulada também pelos discursos de controle, de orientações e de posições. Nesse contexto, o arquivo pode servir como mascaramento ou alicerce do poder, com o fim de sustentar a soberania de determinados grupos e de segmentos sociais. Não interpretamos  antiarquivismo como uma corrente, mas como discurso, em suas variadas ideologias, por vezes negando as representações e os gestos de liberdade de expressão e de criatividade dos sujeitos. Por outro lado, a oposição presente nos discursos do antiarquivismo nem sempre significa negação da importância das prá- ticas e das ações de arquivamento, mas, por vezes, do poder de arconte, nas relações em que se instituem os discursos dos “guardiões do controle”, que impedem ações interventivas marcadas pela mediação e voltadas para as interações não “sobre o”, mas “com o” sujeito e as comunidades.

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Como Citar

GONÇALVES, Eliana Correia Brandão. ANTIARQUIVISMO. Revista de Estudos de Cultura, São Cristóvão, v. 1, n. 03, p. 15–26, 2016. DOI: 10.32748/revec.v0i03.4769. Disponível em: https://ufs.emnuvens.com.br/revec/article/view/4769. Acesso em: 12 mar. 2026.