O TEATRO ENGAJADO DE ÉLIE STEPHENSON EM PLACERS OU L’OPÉRA DE L’OR
DOI:
https://doi.org/10.32748/revec.v9i22.19451Resumo
Placers ou l’Opéra de l’or é a peça que encerra a antologia L’œuvre théâtrale inédite d’Elie Stephenson, publicada em 2018. A peça tem como pano de fundo a mineração aurífera guianense no século XIX. O enredo centra-se, a princípio, em um lugar-comum romântico: rapaz pobre que se apaixona pela menina rica. O drama de Stephenson, contudo, vai muito além do storyline amoroso e tece uma forte crítica social à desigualdade e à divisão de castas na sociedade guianense a partir do fenótipo dos indivíduos. O dramaturgo, então, ilustra como a sociedade guianense, em decorrência do colonialismo e da submissão imposta pela França, internaliza os valores e preconceitos do colonizador, acirrando a divisão social e a desigualdade econômica entre a população negra. Assim, Stephenson, que afirma a intenção política de seu teatro, busca conscientizar e incitar seus compatriotas para a luta contra a dominação tanto francesa quanto da elite neocolonial local. Ao mesmo tempo, ele intenta enfatizar o valor e a identidade do povo guianense e da sua cultura.
Palavras-chave: colorismo; literatura francófona; teatro; Guiana Francesa
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