FAHRENHEIT 451, DE RAY BRADBURY E A ESCRITA DE UMA LITERATURA DISTÓPICA

UMA INTERCESSÃO COM GILLES DELEUZE E FÉLIX GUATTARI

Autores

  • Alex Fabiano Correia Jardim
  • Warley Kelber Gusmão Andrade

DOI:

https://doi.org/10.32748/revec.v2i17.17196

Resumo

O artigo pretende implicar a relação entre Estado, controle e práticas de subjetivação. Utilizaremos como referência de análise o texto Fahrenheit 451, escrito por Ray Bradbury em 1953. Na oportunidade, a crítica desenvolvida por Deleuze e Guattari nos servirão de instrumento conceitual para o desenvolvimento do problema. A obra de Bradbury retrata uma sociedade marcada pela produção de indivíduos subjetivados pelo controle e vigilância constante. Sob uma espécie de distopia, os ‘bombeiros’ dessa sociedade eram encarregados de executarem determinadas tarefas. Além de queimarem os livros, exerciam o papel de vigilância, controle, perseguição e punição às pessoas que os possuiam. A sociedade era sobrecodificada em função do controle: máquinas de produção de verdade, sentido e captura do imaginário individual e coletivo. Segundo Deleuze e Guattari, uma das maneiras de escapar dessa ordem social é experimentar um ‘devir revolucionário’. No romance, ‘um bombeiro’ começa a problematizar o seu papel social, não se reconhecendo no Estado e na sua violência. Esse personagem, além de uma disjunção das faculdades concordantes do pensamento, subverte um conjunto de posições sociais. O bombeiro experimenta um outro modo de existência como a vivida pela comunidade formada por leitores exilados. Cada habitante desse ‘outro lugar’ se torna escritor, escritora e personagem dos livros proibidos. Tornam-se a ‘expressão’ de um agenciamento concreto de vida. O Bombeiro agora é um agenciamento coletivo de
enunciação. O Bombeiro é um livro-memória.
Palavras-chave: Sociedade, controle, subjetivação, devir-revolucionário, literatura.

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Publicado

01/27/2022

Como Citar

FABIANO CORREIA JARDIM, Alex; KELBER GUSMÃO ANDRADE, Warley. FAHRENHEIT 451, DE RAY BRADBURY E A ESCRITA DE UMA LITERATURA DISTÓPICA: UMA INTERCESSÃO COM GILLES DELEUZE E FÉLIX GUATTARI. Revista de Estudos de Cultura, São Cristóvão, v. 2, n. 19, p. 109–120, 2022. DOI: 10.32748/revec.v2i17.17196. Disponível em: https://ufs.emnuvens.com.br/revec/article/view/17196. Acesso em: 11 mar. 2026.