A MORTE COMO QUASE ACONTECIMENTO EM TONI MORRISON
DOI:
https://doi.org/10.32748/revec.v7i18.15992Resumo
Este trabalho pretende analisar o livro Amada, no original Beloved (1987), de Toni Morrison, traduzido no Brasil por José Rubens Siqueira. Desde sua publicação,
recorrentemente tem sido posta em destaque a pertinência histórica do livro. Ao pautar-se em referências histórico-culturais, a narrativa em questão convoca o leitor a vivenciar uma experiência de contato com a morte. Buscar-se-á analisar tal experiência levando-se em conta que os sentidos de um morrer em Amada não adquirem sua maior força na lembrança de fatos históricos cruciais articulados pela narrativa, mas com a potência inventiva de um quase ser: um tipo de ser incorpóreo construído a partir de uma experiência de quase morte. Além disso, objetiva-se apresentar aqui uma aproximação desse quase-morrer em Amada à noção de morte como quase acontecimento, forjada por Eduardo Viveiros de Castro, comprovando que, no romance em questão, o mundo dos mortos se deixa compreender como uma imbricação entre vida e imaginação, e pode ser lido em diálogo com práticas interligadas da cultura ameríndia.
Palavras-chave: Quase acontecimento. Perspectivismo. Imaginação artística.
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