DOENÇAS E DISTOPIAS, DOENÇAS NAS DISTOPIAS, DISTOPIAS NAS DOENÇAS
DOI:
https://doi.org/10.32748/revec.v6i17.15726Resumo
Este artigo visa, sobretudo, a investigar, de uma perspectiva transdisciplinar, a relação entre doenças, epidemias e pandemias com as distopias. Para tanto, em primeira instância, averiguamos a propagação da ideia e da percepção da distopia no contexto de pandemia de SARS-CoV-2 em 2020. A fim de melhor compreender a que é devida sua presença nestas circunstâncias, revisitamos rapidamente a história e a teoria da distopia, contando, para isso, com a fortuna intelectual de seus mais influentes e atuais pensadores. Em seguida, montamos nosso observatório em quatro romances distópicos, dois deles do século XX (Admirável mundo novo [1932], de Aldous Huxley; e Ensaio sobre a cegueira [1995], de José Saramago) e os outros dois do século XXI (Cadáver exquisito [2017], de Agustina Bazterrica; e Desta terra nada vai sobrar, a não ser o vento que sopra sobre ela [2018], de Ignácio de Loyola Brandão), que têm doenças e epidemias como questões cruciais, analisando sua função nesses lugares ruins. Por fim, sondamos as sobreposições entre o cenário político-social da pandemia da atualidade e os contextos de doenças e epidemias dessas obras, enfatizando seu poder de transformação social. Alinhando-nos à proposta do dossiê, temos, aqui, histórias de doenças e epidemias na ficção distópica.
Palavras-chave: Distopias. Doenças. Política.
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