ANA PLÁCIDO E O TERROR DA CONSCIÊNCIA FEMININA “ÀS PORTAS DA ETERNIDADE”
DOI:
https://doi.org/10.32748/revec.v5i16.14169Resumo
Ana Plácido (1831-1895) foi uma autora portuguesa que viveu e escreveu na sombra do seu amante, e posterior marido, Camilo Castelo Branco. Sendo hoje praticamente esquecida pela crítica literária, a sua obra é, ainda assim, de extrema importância para o estudo do romance oitocentista e do Romantismo português. No texto “Às Portas da Eternidade”, incluído na sua obra Luz coada por ferros, a autora faz das conturbações psicológicas de uma mulher abandonada pelo amante toda a tessitura do seu texto. A atmosfera sombria e gótica composta pelo ambiente que a circunda e pela iminência da morte transformam este conto numa história de fantasmas, em que a protagonista está prestes a transpor a barreira entre a vida e a morte. O suicídio por amor é neste conto desenhado como um fim desesperado para uma alma sem salvação. A consciência feminina é, aqui como noutros textos deste volume, o lugar por excelência da expressão do terror e angústia psicológicos femininos.
Palavras-chave: romance oitocentista português; abandono; morte
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