“Liberdade tem gasto”

Estéticas algorítmicas da inclusão, do consumo e da comoditização da diversidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.54786/revistaeptic.v27i3.22918

Resumo

Este artigo analisa criticamente uma peça publicitária fictícia da Coca-Cola gerada por IA, protagonizada por uma pessoa não binária, para discutir os limites da inclusão algorítmica. A partir da Análise Crítica do Discurso, da Semiótica Social e da Teoria Queer, o estudo revela como a IA reproduz estereótipos das dissidências sexuais e de gênero, configurando uma “estética algorítmica da inclusão” que comoditiza a diversidade. Conclui-se que, em vez de pluralizar, a IA padroniza representações LGBTQIAPN+, neutralizando seu potencial disruptivo em nome da legibilidade mercadológica, evidenciando a justiça algorítmica como imperativo ético diante desse apagamento simbólico mascarado de inclusão.

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Biografia do Autor

Leonardo Mozdzenski, Universidade Federal de Pernambuco

Doutor em Comunicação e doutor em Letras/Linguística, com pós-doutorado em Direitos Humanos, pela Universidade Federal de Pernambuco. Professor da Pós-Graduação Lato Sensu do Instituto de Educação Continuada da PUC Minas. Pesquisador integrante do Grupo de Pesquisa PHiNC - Publicidade Híbrida e Narrativas de Consumo (PPGCOM-UFPE/CNPq). E-mail: leo_moz@yahoo.com.br.

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Publicado

2025-12-09

Como Citar

Mozdzenski, L. (2025). “Liberdade tem gasto”: Estéticas algorítmicas da inclusão, do consumo e da comoditização da diversidade. Revista Eletrônica Internacional De Economia Política Da Informação Da Comunicação E Da Cultura, 27(3), 123–137. https://doi.org/10.54786/revistaeptic.v27i3.22918