O desfavelamento como trauma

a ditadura civil-militar brasileira na literatura testemunhal de Conceição Evaristo

Autores

Resumo

Com base nos estudos do testemunho e do trauma, bem como diante da compreensão de que a escrevivência envolve um fenômeno diaspórico que – alicerçado na imbricação entre escrita e vivência – conecta as vítimas da colonialidade na crítica a uma imagem do passado que reedita as dores da catástrofe, o artigo analisa o livro Becos da memória, da autora brasileira Conceição Evaristo. Diante disso, o argumento apresentado é o de que essa obra constitui, por meio da linguagem, denúncia da violência atrelada à ditadura civil-militar brasileira e, além disso, abrange exercício de elaboração pública do trauma de um passado colonial mais amplo e persistente.

 Palavras-chave: Colonialidade; Escrevivência; Memória; Racismo; Testemunho.

Biografia do Autor

Guilherme José Schons, Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS

Mestre em Ciências Humanas pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Graduado em História pela UFFS. Graduado em Letras pelo Centro Universitário Internacional (Uninter). Especialista em Ciências Humanas pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). E-mail: guilherme.schons@estudante.uffs.edu.br. Orcid: https://orcid.org/0000-0002-9498-4164. Lattes: http://lattes.cnpq.br/4511920517363933.

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Publicado

2026-09-28

Como Citar

Schons, G. J. (2026). O desfavelamento como trauma: a ditadura civil-militar brasileira na literatura testemunhal de Conceição Evaristo. Boletim Do Tempo Presente, 15(01), 156–171. Recuperado de https://ufs.emnuvens.com.br/tempopresente/article/view/25013