Uma noite de terror. Fogo nos canaviais e ligas camponesas

enfrentando o medo e rompendo o silêncio diante da justiça do trabalho (1964-1967)

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Resumo

Esse artigo conta uma história de violência. A noite já estava avançada quando o trabalhador rural Francisco Alexandrino da Silva foi arrancado de sua casa e levado a força para a Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco, no Recife. Ato realizado pelo seu empregador, Cleomildo Pereira Valões com anuência e apoio da polícia local. A cena de violência e negação de direitos foi justificada pelo latifundiário por achar que o trabalhador havia ateado fogo em seus canaviais, estabelecendo uma associação imediata entre o incêndio e a atuação das Ligas Camponesas. O registro da ação trabalhista é tomado como fio condutor para analisar estratégias patronais para demitir sem pagar indenizações, a aliança operativa entre latifundiários e as forças policiais, a associação cristalizada entre Ligas Camponesas, incêndios, greves, subversão, comunismo e agitação; e a mediação do IV exército na ação trabalhista.

Palavras-chave: Ligas Camponesas; Incêndios; Trabalhador rural; Justiça do Trabalho; Violência

Biografia do Autor

Luiz Henrique Santos Ferreira da Costa, Universidade Federal de Pernambuco - UFPE

Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em História pela Universidade Federal de Pernambuco na linha de pesquisa Cultura e Memória. Email: luiz.hsfcosta@ufpe.br. Orcid: https://orcid.org/0009-0004-5266-5458. Lattes: http://lattes.cnpq.br/0160769262812141. 

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Publicado

2026-09-28

Como Citar

Henrique Santos Ferreira da Costa, L. (2026). Uma noite de terror. Fogo nos canaviais e ligas camponesas: enfrentando o medo e rompendo o silêncio diante da justiça do trabalho (1964-1967). Boletim Do Tempo Presente, 15(01), 40–66. Recuperado de https://ufs.emnuvens.com.br/tempopresente/article/view/24671