“Quem bate cartão não enrica”

Memórias do Trabalho na Itapagé S/A em Coelho Neto, MA (1990-2000)

Autores

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar como as memórias acerca da indústria Itapagé S/A construíram a subjetividade de uma ex-trabalhadora, revelando as contradições do projeto de desenvolvimento industrial no leste maranhense. Partindo do contexto da industrialização incentivada pela política nacional nos anos 1970, a metodologia utiliza a pesquisa qualitativa, com foco na História Oral. O depoimento de uma única interlocutora é adotado como corpus documental principal, em triangulação com fontes documentais (relatórios de fiscalização) e hemerográficas. Os principais resultados revelam a tensão entre um sofisticado sistema de controle moral e disciplinar imposto pela gestão e as práticas ilegais da própria empresa. Conclui-se que a ex-operária desenvolveu uma “dupla consciência”, performando a submissão, mas mantendo uma lucidez crítica superior à da própria gerência.

Palavras-chave: Maranhão; Industrialização; Trabalho; História Oral.

Biografia do Autor

Anna Karoline da Silva Nascimento, Universidade Estadual do Piauí - UESPI

Mestranda do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Sociedade e Cultura (PPGSC) pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Graduada em Licenciatura Plena em História pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Membra do Núcleo de Estudos e Documentação em História, Sociedade e Trabalho (NEHST/UESPI). Bolsista Institucional. Este texto foi produzido com o financiamento da Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Lattes: http://lattes.cnpq.br/4793864346820569. Orcid: https://orcid.org/0009-0006-2581-1143. E-mail: akarolinedasn@aluno.uespi.

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Publicado

2025-12-30

Como Citar

Nascimento, A. K. da S. (2025). “Quem bate cartão não enrica”: Memórias do Trabalho na Itapagé S/A em Coelho Neto, MA (1990-2000). Boletim Do Tempo Presente, 14(4), 20–42. Recuperado de https://ufs.emnuvens.com.br/tempopresente/article/view/23925