A perseguição nazista a homossexuais na França e na Alemanha
uma perspectiva comparada a partir das memórias de Pierre Seel e Rudolf Brazda sobre o trauma
Resumo
O seguinte artigo realiza um estudo comparado entre as obras “Eu, Pierre Seel, Deportado Homossexual” (2012) e “Triângulo rosa: Um homossexual no campo de concentração nazista” (2011), que retratam as memórias de dois Triângulos Rosa, Pierre Seel e Rudolf Brazda, em campos de concentração durante o Terceiro Reich. Seel, nascido na Alsácia, entra em contato, na adolescência, com a subcultura gay em Mulhouse. Após o roubo de seu relógio em um ponto de encontro entre homossexuais, tem seu nome adicionado à lista de homossexuais locais, que seria utilizada pelos nazistas para persegui-los. Já Brazda, membro de família tcheca em Meuselwitz, na Alemanha, viveu sob relativa tolerância da República de Weimar, mas, com a ascensão nazista, acabaria preso e condenado pelo Parágrafo 175. Embora os testemunhos aconteçam em localidades diferentes, ambos relatam o mesmo evento histórico, portanto, pretende-se explorar esse diálogo por meio da metodologia da História Comparada, descrita por D’Assunção Barros.
Palavras-chave: Triângulos Rosa; História Comparada; História do Tempo Presente; Holocausto; Nazismo.

