Tempo presente e fascismos:
uma questão de método
DOI:
https://doi.org/10.33662/ctp.v16i2.25838Palavras-chave:
Fascismo, Extrema-Direita, História do Tempo Presente, Democracia liberalResumo
Resumo: o artigo propõe uma abordagem metodológica para compreender os fascismos a partir da História do Tempo Presente, circunscrevendo conceitualmente os fascismos históricos, mas como fenômeno é passível de ressurgir em diferentes contextos históricos, tal qual um trauma coletivo esquecido que retorna ao presente sob a forma de recalques. Assim, são analisadas a crise das democracias liberais-representativas, o negacionismo, o discurso de ódio e a mobilização política contemporânea, relacionando-os aos fascismos históricos por meio dos chamados “enlaces” entre presente e passado. Destaca ainda a importância da memória, da crítica ao apagamento histórico e do enfrentamento do negacionismo. Assim, a História do Tempo Presente é apresentada como um método que articula diferentes temporalidades para interpretar permanências, transformações e ressurgências do fascismo na atualidade.
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Em alguns casos há um temor tão grande em utiliza o conceito de “(neo)fascismo” que os autores criam formas gongóricas como “... a extrema-direita da extrema-direita”, além dos neologismos e figuras de linguagem, como a catástrofe para diminuir o impacto do texto, como no caso acima – que no seu conjunto produz uma boa análise do extremismo de Direita -, ou a sinédoque, ou mesmo como nomeador do conjunto do fenômeno, a metonímia. Assim, uma característica do fascismo – seu caráter de movimento de massas - vale a metáfora de “Populismo de Direita” ou seu extremo nacionalismo, leva a denominação do fenômeno como “Ultranacionalismo”. Em todos os casos uma parte característica do fascismo é elevada a condição de “nomeador” do conjunto do sistema fascista, garantindo-se, assim, a não nomeação real do fenômeno.
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