O ESTOICISMO E O MANUAL DE EPICTETO NAS LIÇÕES SOBRE A HISTÓRIA DA FILOSOFIA DE HEGEL

Autores

  • Sabrina Paradizzo Senna Paradizzo Senna Universidade Federal de Goiás (UFG)

DOI:

https://doi.org/10.52052/issn.2176-5960.pro.v18i50.24952

Resumo

Este artigo analisa a interpretação de G. W. F. Hegel acerca do estoicismo nas Lições
sobre a História da Filosofia, especialmente o lugar ocupado pelo Manual de Epicteto. Partindo
da ideia hegeliana do estoicismo como uma forma de dogmatismo do entendimento, se analisa a
centralidade da autoconsciência e da liberdade interior na filosofia estoica, bem como o processo
pelo qual, no contexto do mundo romano, a filosofia perde seu interesse especulativo e assume
uma orientação predominantemente parenética. O Manual de Epicteto é apresentado, na leitura
de Hegel, como o ápice desse deslocamento da investigação conceitual para a exortação moral e
a formação do caráter. O artigo mostra ainda como essa mesma caracterização se estende a autores
como Sêneca e Marco Aurélio, nos quais a filosofia se consolida como exercício interior e
disciplina da vontade, se afastando progressivamente da função científica que marcava o
estoicismo grego.

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Biografia do Autor

Sabrina Paradizzo Senna Paradizzo Senna, Universidade Federal de Goiás (UFG)

Este artigo analisa a interpretação de G. W. F. Hegel acerca do estoicismo nas Lições
sobre a História da Filosofia, especialmente o lugar ocupado pelo Manual de Epicteto. Partindo
da ideia hegeliana do estoicismo como uma forma de dogmatismo do entendimento, se analisa a
centralidade da autoconsciência e da liberdade interior na filosofia estoica, bem como o processo
pelo qual, no contexto do mundo romano, a filosofia perde seu interesse especulativo e assume
uma orientação predominantemente parenética. O Manual de Epicteto é apresentado, na leitura
de Hegel, como o ápice desse deslocamento da investigação conceitual para a exortação moral e
a formação do caráter. O artigo mostra ainda como essa mesma caracterização se estende a autores
como Sêneca e Marco Aurélio, nos quais a filosofia se consolida como exercício interior e
disciplina da vontade, se afastando progressivamente da função científica que marcava o
estoicismo grego.

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Publicado

2026-05-27

Como Citar

Paradizzo Senna, S. P. S. (2026). O ESTOICISMO E O MANUAL DE EPICTETO NAS LIÇÕES SOBRE A HISTÓRIA DA FILOSOFIA DE HEGEL . Prometheus - Journal of Philosophy., 18(50). https://doi.org/10.52052/issn.2176-5960.pro.v18i50.24952

Edição

Seção

Dossiê (Re)ler o Manual de Epicteto hoje