“FALAR MENOS, VIVER MAIS”: A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO ARISTOCRÁTICO NO DISCURSO ESTOICO

Autores

  • João Kogawa Universidade Federal de São Paulo-unifesp

DOI:

https://doi.org/10.52052/issn.2176-5960.pro.v18i50.24943

Resumo

O presente artigo analisa a injuntividade no Encheiridion de Epicteto para rastrear
regras de formação da posição-sujeito aristocrática no discurso estoico. Nesse sentido, a
constituição do sujeito aristocrático implica a contraposição entre uma filosofia de formação,
presente no estoicismo, e uma filosofia crítica, própria da modernidade. Enquanto a primeira
centra-se no dever, na economia e na ascese intramundana, a segunda, que gestou o sujeito
democrático, pauta-se no querer, na liberdade de expressão e no direito. Enquanto a democracia
associa-se à retórica e à judicialização, a timocracia e o estoicismo valorizam a economia da
palavra e o dever. Pela análise de verbos discendi no imperativo, o discurso estoico, em geral, e o
Encheiridion de Epicteto, em particular, conciliam filosofia e religião, o que resulta em uma ética
do silêncio e do autodomínio para o cuidado de si. A injunção, longe de ser impositiva, funciona
nos moldes de um aconselhamento para a formação de um sujeito abstinente e racional quanto ao
uso da palavra, em contraste com a expressividade típica dos cidadãos formados pelas crenças
democráticas.

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Biografia do Autor

João Kogawa, Universidade Federal de São Paulo-unifesp

Professor do Departamento de Letras e do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade
Federal de São Paulo. Coordenador do Podiscurso (@podiscurso). São Paulo – SP.

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Publicado

2026-05-27

Como Citar

Kogawa, J. (2026). “FALAR MENOS, VIVER MAIS”: A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO ARISTOCRÁTICO NO DISCURSO ESTOICO . Prometheus - Journal of Philosophy., 18(50). https://doi.org/10.52052/issn.2176-5960.pro.v18i50.24943

Edição

Seção

Dossiê (Re)ler o Manual de Epicteto hoje