As vozes da mulheres do Cangaço

um diálogo entre a historiografia e o cinema

Autores

DOI:

https://doi.org/10.61895/pl.v19i36.22615

Palavras-chave:

Mulheres do Cangaço, Historiografia e Cinema, Testemunho

Resumo

Na segunda metade do século XX, à margem das grandes narrativas, as mulheres do cangaço timidamente apareceram na cinematografia e na historiografia como protagonistas. Em 1976, por meio do programa Globo Repórter, o filme documental A Mulher no Cangaço, rodado em Sergipe, foi lançado. Nesse mesmo segmento, foi produzido o curta-metragem A Musa do Cangaço (1982). Ambas as produções buscaram trabalhar a memória das ex-cangaceiras através de seus relatos. Neste trabalho, buscou-se refletir sobre a atuação das mulheres no cangaço através dos testemunhos que deram cor e forma aos documentários. No primeiro momento, tratamos da subalternização das mulheres nas produções cinematográficas e historiográficas. Em seguida, a partir dos testemunhos, discutimos os elementos que marcaram a vivência das mulheres nos bandos.

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Biografia do Autor

Maria Beatriz Rodrigues Souza, Universidade Federal de Sergipe

Mestranda em História pela Universidade Federal de Sergipe, no Programa de Pós-Graduação em História (PROHIS/UFS). Integrante do Grupo de Pesquisa História Popular do Nordeste (CNPq/UFS).

Referências

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Publicado

2025-09-05 — Atualizado em 2025-09-09

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Como Citar

SOUZA, Maria Beatriz Rodrigues. As vozes da mulheres do Cangaço: um diálogo entre a historiografia e o cinema. Ponta de Lança: Revista Eletrônica de História, Memória & Cultura, São Cristóvão, v. 19, n. 36, p. 194–210, 2025. DOI: 10.61895/pl.v19i36.22615. Disponível em: https://ufs.emnuvens.com.br/pontadelanca/article/view/22615. Acesso em: 14 jan. 2026.