As vozes da mulheres do Cangaço
um diálogo entre a historiografia e o cinema
DOI:
https://doi.org/10.61895/pl.v19i36.22615Palavras-chave:
Mulheres do Cangaço, Historiografia e Cinema, TestemunhoResumo
Na segunda metade do século XX, à margem das grandes narrativas, as mulheres do cangaço timidamente apareceram na cinematografia e na historiografia como protagonistas. Em 1976, por meio do programa Globo Repórter, o filme documental A Mulher no Cangaço, rodado em Sergipe, foi lançado. Nesse mesmo segmento, foi produzido o curta-metragem A Musa do Cangaço (1982). Ambas as produções buscaram trabalhar a memória das ex-cangaceiras através de seus relatos. Neste trabalho, buscou-se refletir sobre a atuação das mulheres no cangaço através dos testemunhos que deram cor e forma aos documentários. No primeiro momento, tratamos da subalternização das mulheres nas produções cinematográficas e historiográficas. Em seguida, a partir dos testemunhos, discutimos os elementos que marcaram a vivência das mulheres nos bandos.
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