AS NOÇÕES DE LINGUAGEM E CIÊNCIA DE HOBBES E ARISTÓTELES E A POSSÍVEL CRÍTICA DE SÁNCHEZ A AMBAS

Autores

  • Marcos Roberto Santos

Resumo

Aquele que lê o capítulo quatro do Leviatã de Thomas Hobbes sem conhecer o Da interpretação de Aristóteles, talvez se espantasse com a grande semelhança que há entre as concepções de linguagem desses autores. Isto porque, em meio à apresentação da maneira como concebe a linguagem, Hobbes nos revela lampejos críticos voltados contra a escolástica e à autoridade com que alguns autores foram revestidos, tais como Aristóteles. Contudo, essa aparente discordância não resiste por muito tempo quando nos voltamos para a obra aristotélica e já de início temos uma concepção de linguagem cujas bases são as mesmas da de Thomas Hobbes. Este paralelismo se aprofunda ainda mais quando compreendemos que a linguagem como entendida por eles têm um aspecto basilar para as suas respectivas concepções de ciência, que, justamente por isso também se assemelham. Um exemplo disso é o uso que Hobbes faz da terminologia científica aristotélica. Assim sendo, dadas as semelhanças teóricas entre os autores, as críticas veiculadas contra um deles pode ser voltada também para o outro. É justamente isso que acontece no caso das críticas que Francisco Sanchez apresenta contra a concepção aristotélica de linguagem em seu Que nada se sabe. E para entendermos como isso se dá, precisamos antes traçar os paralelos entre Thomas Hobbes e Aristóteles.

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Publicado

2026-07-23