PEDAGOGIAS DA PERFORMANCE E DA TRANSPARÊNCIA: SUBJETIVAÇÃO NEOLIBERAL, EXAUSTÃO PSÍQUICA E EMPOBRECIMENTO EXISTENCIAL NA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA

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Resumo

Este artigo analisa criticamente a consolidação de uma pedagogia implícita da performance e da transparência na educação contemporânea, compreendida como um dispositivo difuso de governo das subjetividades. Articulando contribuições da filosofia e da sociologia críticas — especialmente Michel Foucault, Byung-Chul Han, Christophe Dejours, Hartmut Rosa e a tradição marxista —, argumenta-se que tal pedagogia opera por meio da interiorização de imperativos de desempenho, visibilidade e autorresponsabilização, deslocando a educação do campo da formação crítica para o da otimização subjetiva. Sustenta-se que esse processo produz efeitos estruturais de exaustão psíquica, sofrimento social e empobrecimento existencial, comprometendo a experiência formativa e a função emancipatória da educação. Ao final, defende-se a necessidade de um horizonte contra-hegemônico, capaz de reinscrever a educação como prática ética, política e formativa, orientada pela experiência, pela ressonância e pela crítica às racionalidades neoliberais.

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Biografia do Autor

Marco da Silva, UFSM

Doutorando em Extensão Rural -UFSM; Mestre em Ciências  Sociais -UFSM; Mestre em Educação -UNISC marcoaurelio22000@gmail.com https://orcid.org/0009-0006-7358-5814 http://lattes.cnpq.br/6665383866556823

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Publicado

2026-07-23