DO SABER AO EXISTIR NO CERRADO: CONHECIMENTO TRADICIONAL, BIODIVERSIDADE

FROM KNOWLEDGE TO EXISTENCE IN THE CERRADO: THEORICAL NOTES ABOUTTRADITIONAL KNOWLEDGE AND BIODIVERSITY

Autores

  • Edson batista Silva Universidade Estadual de Goiás-GO
  • Ana Carolina de Oliveira Marques Universidade Estadual de Goiás-GO

DOI:

https://doi.org/10.33360/10.33360/RGN.2318-2695.2021.i1.p.170-187

Resumo

Este artigo desenvolve reflexões teóricas em torno do imbricamento entre o conhecimento “tradicional” e a biodiversidade, também averigua ameaças à reprodução social das comunidades quilombolas do Mesquita e Kalunga, localizadas no estado de Goiás. Para tanto, foi desenvolvida pesquisa bibliográfica, com localização, levantamento, leitura e fichamento de referências concernentes ao tema. Também utilizou-se informações de pesquisa documental e em sítios eletrônicos. Os resultados revelam que a diversidade biológica e a diversidade cultural são interdependentes. Pensar a conservação do Cerrado implica entender a importância dos povos originários, das populações quilombolas e camponesas que ocupam esse território. Esses sujeitos portam conhecimentos etnopedológicos, etnobotânicos, etnozoológicos, etnoastronômicos, etc. A biodiversidade do Cerrado é também produto da ação desses grupos, que no ato de trabalhar para viver, produzem a si mesmos e esse território concomitantemente. Não obstante, a modernização, implementada pelos discursos e infraestruturas, tem promovido a expropriação desses sujeitos. A negação e/ou a apropriação de seus conhecimentos “tradicionais” constitui-se como uma dessas táticas.

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Biografia do Autor

Edson batista Silva, Universidade Estadual de Goiás-GO

Edson Batista da Silva, professor estatutário da Universidade Estadual de Goiás - UEG, do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Geografia Agrária e Dinâmicas Territoriais - NEPAT, do Núcleo de Agroecologia e Educação do Campo - GWATÁ, do Grupo de Estudo e Pesquisa do Espaço Rural - GEPER e do Mestrado acadêmico em Geografia.

Ana Carolina de Oliveira Marques, Universidade Estadual de Goiás-GO

Doutora em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia do Instituto de Estudos Socioambientais da Universidade Federal de Goiás(IESA/UFG). Docente no Curso de Geografia da Universidade Estadual de Goiás/Campus Itapuranga. 1ª Secretária da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB/Seção Goiânia). Coordenadora Adjunta do Programa de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares e Empreendimentos Solidários (PROSOL/UEG).

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Publicado

2021-05-08

Edição

Seção

Artigo: Análise Regional