As recentes direitas de um historiador – Resenha de “Las nuevas caras de la derecha”, de Enzo Traverso

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Resumo

O que me levou a ler o livro de Enzo Traverso não foi apenas o título referente a esse dossiê de resenhas sobre “novas direitas”. O fato de ele ser um dos poucos historiadores de ofício a estudarem o fenômeno e de fazê-lo com ferramentas típicas de historiador – a categoria “regimes de historicidade” – foi o que pesou na escolha. Las nuevas caras de la derecha (2021) é a tradução argentina de Les nouveaux visages du fascisme (2017). O título em francês retrata com maior fidelidade o conteúdo desse livro do historiador italiano, atuante na Holanda, França e nos Estados Unidos da América (EUA): a narrativa do processo de transição do fascismo ao pós-fascismo, vivenciada por europeus e estadunidenses nos últimos vinte ou trinta anos, e comunicada imediatamente após atentados terroristas na França, como o massacre do Charlie Hebdo. O livro é um agregado de entrevistas concedidas ao antropólogo Régis Meyran, em Paris (2016), sobre temas correlatos, atravessados pelo conceito de “pós-fascismo”. O prólogo à edição castelhana, contudo, é inteiramente dedicado a outro conceito: “populismo”. As constantes referências à expressão durante as entrevistas e forte apelo dos estudiosos de Filosofi

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Biografia do Autor

Itamar Freitas, Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Itamar Freitas é doutor em História (UFRGS) e em Educação (PUC-SP), professor do Departamento de Educação e dos mestrados profissional (PROHIS) e acadêmico (ProfHistória) da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

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Publicado

2026-05-19

Como Citar

Freitas, I. (2026). As recentes direitas de um historiador – Resenha de “Las nuevas caras de la derecha”, de Enzo Traverso. Crítica Historiográfica, 2(esp.). Recuperado de https://ufs.emnuvens.com.br/criticahistoriografica/article/view/25149