Severance
subjetividades fluidas, corpos em trânsito
DOI:
https://doi.org/10.51951/ti.v15i34.p44-59Palavras-chave:
Pós-humanismo. Subjetividades. Neoliberalismo. Biopoder. Género.Resumo
Neste artigo a narrativa da primeira temporada da série televisiva Severance (2022) é analisada a partir da perspetiva do pós-humanismo crítico. Tendo como elemento central a representação da ruptura das consciências, o artigo divide-se em duas seções. Na primeira Investiga-se (1) as Interações entre os seres humanos e a tecnologia no neoliberalismo; (2) a produção de subjetividades e sujeitos em devir e (3) a representação do biopoder. Na segunda seção a partir de um detalhe da narrativa e analisa-se a utilização da ruptura durante o parto através de uma perspetiva de género, elencando as relações de poder e construção de identidades. Conclui-se que ao levar ao extremo a Interação entre o ser humano e a tecnologia, Severance possibilita pensar nas relações de poder vigentes e nos caminhos para a emancipação dos sujeitos.
Downloads
Referências
AGAMBEN, Giorgio. Homo Sacer: Sovereign Power and Bare Life. Stanford: Stanford University Press, 1998.
AUDINO, T. F.; PACHECO-FERREIRA, F.; HERZO, R. O imperativo da felicidade nos dias atuais. Trivium, Rio de Janeiro, v. 10, n. 1, p. 49-59, jun. 2018. DOI: 10.18379/2176-4891.2018v1p.49. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-48912018000100006&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 11 abr. 2025.
ARMSTRONG, D. The rise of surveillance medicine. Sociology of Health & Illness: a Journal of Medical Sociology. v.17, n. 3, p. 393-404, jun. 1995. DOI: 10.1111/1467-9566.ep10933329. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/1467-9566.ep10933329. Acesso em: 11 abr. 2025.
BALSAMO, Anne. Technologies of the Gendered Body: Reading Cyborg Women. Durham and London: Duke University Press, 1996.
BARKER, Kristian Kay. A ship upon a storm sea: the medicalization of pregnancy. Social Science Medicine. v.47, n. 8, p. 1067-1076, out. 1998. DOI: 10.1016/S0277-9536(98)00155-5. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0277953698001555?via=ihub. Acesso em: 11 abr. 2025.
BRAIDOTTI, Rosi. Feminist epistemology after postmodernism: critiquing science, technology and globalization. Interdisciplinary Science Reviews. v. 32, n.1, p. 65–74, mar. 2007. DOI: 10.1179/030801807X183623. Disponível em https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1179/030801807X183623. Acesso em: 11 abr. 2025.
BRAIDOTTI, Rosi. The Posthuman. 1. ed.Cambridge: Polity Press, 2013.
BRAIDOTTI, Rosi. Posthuman Knowledge.1 ed.Cambridge: Polity Press, 2019.
BERNARDINO, Lígia. (org.) Pós-humano. Que futuro? antologia de textos teóricos. 1.ed. Ribeirão – V.N. Famalicão: Húmus, 2020.
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: Feminismo e subversão da identidade. Trad.: R. Aguiar. 16. ed.Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.
CARNEIRO, Rosamaria. Cenas de Parto e Políticas do Corpo. 1. ed. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2015.
DELEUZE, Gilles e Guatarri, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia, vol. 1.Trads.: A. G. Neto; C. P. Costa. 1. ed. São Paulo: Editora 34, 2006.
FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização. In____.: Sigmund Freud Obras Completas. volume 18.: O mal-estar na civilização e outros textos (Obras Completas de Freud).Trad: P. C. L. de Souza. E-book Kindle. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 8-106.
FOUCAULT, Michel. História da sexualidade I: A vontade de saber. Trad.: M. T. C. Albuquerque.18. ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, 2007.
FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Roberto Machado (org.) 25. ed. São Paulo: Edições Graal, 2012.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: nascimento da prisão. Trad: R. Ramalhete. 35. ed. Petrópolis: Vozes, 2008.
HARAWAY, D. Manifesto ciborgue: ciência, tecnologia e feminismo-socialista no final do século XX. In: TADEU, T. (org). Antropologia do ciborgue: as vertigens do pós-humano. Trad.: T. Tadeu. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009. p.33-118.
HAYLES, N. Katherine. How We Became Posthuman: Virtual Bodies In Cybernetics, Literature, and Informatics. 1.ed. Chicago, Ill: University of Chicago Press, 1999.
LÖWY, Ilana. Le féminisme a-t-il changé la recherché biomédicale? Le Women Health Movement et les transformations de la médecine aux États-Unis. Travail, genre et sociétés. v.14, n.2, p. 89-108, 2005. DOI: 10.3917/tgs.014.0089. Disponível em: https://shs.cairn.info/revue-travail-genre-et-societes-2005-2-page-89?lang=fr. Acesso em: 11 abr. 2025.
MATTOS, Marcelo Badaró. A classe trabalhadora: de Marx ao nosso tempo. 1. ed. São Paulo: Boitempo Editorial, 2019.
NAYAR, Pramod. Revisitando o humano. Humanismos críticos. In:SOEIRO, R. G.; BERNARDINO, L.; FREITAS, M. (org.). Pós-Humano. Que Futuro? Antologia de Textos Teóricos. 1ed. Ribeirão-V. N. Famalicão: Húmus, 2020. p.156-206.
SAFATLE, V.; DA SILVA, N.; DUNKER, C. Introdução. In:_____. Neoliberalismo como gestão do sofrimento psíquico. 1ed. Barreiro: DARUÊ. 2023. p. 9-14.
VINT, Sherryl. Bodies of Tomorrow: Technology, Subjectivity, Science Fiction. 1.ed. Toronto, Buffalo: University of Toronto Press, 2007.
Filmografia
A.I. Artificial Intelligence. Dir. Steven Spielberg. Warner Bros. et al. USA, 2001.146 mins.
Black Mirror. Zeppotron, Channel 4 Television Corporation, Gran Babieka, Reino Unido, 2011-2023.
I, Robot. Dir. Alex Proyas. Twentieth Century Fox et al. USA, 2004. 114 mins.
Severance. Ben Stiller e Aoife McArdle. Fifth Season, Red Hour Films, EUA, Apple+, 2022.
The Handmaid’s Tale. Bruce Miller. Daniel Wilson Productions (Daniel Wilson Productions Inc.), The Littlefield Company, White Oak Pictures, MGM Television, Toluca Pictures, EUA, Hulu, 2017-2025.
The Stepford Wives. Dir. Franz OZ. Palomar Pictures International, Fadsin Cinema, USA, 93 mins.
Westworld. Bad Robot, Jerry Weintraub Productions, Kilter Films, EUA, 2016-2018.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Travessias Interativas

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Os(as) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons BY-NC-ND 4.0 International, o que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista, desde que não seja para uso comercial e sem derivações.
b) Os(as) autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho on-line (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
d) Os(as) autores(as) dos trabalhos aprovados autorizam a revista a, após a publicação, ceder seu conteúdo para reprodução em indexadores de conteúdo, bibliotecas virtuais e similares.
e) Os(as) autores(as) assumem que os textos submetidos à publicação são de sua criação original, responsabilizando-se inteiramente por seu conteúdo em caso de eventual impugnação por parte de terceiros.




















