PODER EM DOIS CORPOS

PERFORMATIVIDADE DA MASCULINIDADE RÉGIA E FEMINILIDADES POLÍTICAS NO MEDIEVO IBÉRICO

Autores

Palavras-chave:

Poder Régio; Medievo Ibérico.

Resumo

Este artigo analisa as relações entre gênero e poder na monarquia castelhana (sécs. XII e XIII), com foco no reinado de Alfonso VIII (1158–1214) e na atuação de Leonor Plantageneta e Berenguela de Castela. A partir de Scott, Connell e Butler, investiga-se como a autoridade régia articulava-se em performances de gênero. O poder masculino associava-se à virilidade e justiça; o feminino, às alianças e regências. Com base nas crônicas de Jiménez de Rada e Juan de Soria, argumenta-se que o governo operava como um sistema corporativo e relacional, no qual o gênero organizava a dinâmica política. Mesmo sob valores patriarcais, as fontes revelam a construção compartilhada da autoridade por homens e mulheres na corte castelhana. 

Biografia do Autor

Lívia Maria Albuquerque Couto, Universidade Federal de Pernambuco

Mestra pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Sergipe (PROHIS/UFS). Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Pernambuco (PPGHistoria/UFPE). Integrante do Grupo de Pesquisa Dominium: Estudos sobre Sociedades Senhoriais(CNPq/UFS).  Bolsista CAPES. E-mail: couto.livia@gmail.com.

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Publicado

2025-08-18

Como Citar

Albuquerque Couto, L. M. (2025). PODER EM DOIS CORPOS: PERFORMATIVIDADE DA MASCULINIDADE RÉGIA E FEMINILIDADES POLÍTICAS NO MEDIEVO IBÉRICO . Horizontes Históricos, 10(1), 68–82. Recuperado de https://ufs.emnuvens.com.br/HORIZONTES/article/view/23530

Edição

Seção

Artigos - Dossiê