JORNAL A CRUZADA E O ANTICOMUNISMO: FORMAÇÃO SOCIAL DOS INTELECTUAIS CRISTÃOS

Autores

  • Amanda Marques dos Santos Universidade Federal de Sergipe

Resumo

Este artigo investiga a formação social dos intelectuais cristãos responsáveis pela produção do jornal A Cruzada, importante periódico sergipano que existiu de 1918-1970, de modo que seja possível refletir como tal formação influenciou o discurso anticomunista encontrado neste jornal. É importante salientar que o presente trabalho é um recorte da pesquisa de mestrado em desenvolvimento intitulada como Igreja, Poder e Imprensa: O ideário anticomunista no semanário sergipano A Cruzada (1937-1970). A análise de discurso é uma importante metodologia de pesquisa, e foi entendida como um modo de entender a língua/texto a partir dos campos simbólico e social dos sujeitos. O jornal A Cruzada foi escolhido por ser visto como uma ferramenta de propagação do discurso religioso e ideológico de uma ala conservadora da Igreja Católica entre a população sergipana, podendo ser visto como um local de reprodução de ideologias. Por fim, foi possível concluir, apesar desse jornal ser visto pela historiografia como essencialmente conservador, que durante o período que corresponde a Ditadura civil-militar o jornal A Cruzada apresenta postura moderada, se aproximando, inclusive, do pensamento progressista.

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Publicado

2021-02-02

Como Citar

Santos, A. M. dos. (2021). JORNAL A CRUZADA E O ANTICOMUNISMO: FORMAÇÃO SOCIAL DOS INTELECTUAIS CRISTÃOS. Horizontes Históricos, 2(1), 38. Recuperado de https://ufs.emnuvens.com.br/HORIZONTES/article/view/11284