Com espumosa e água doce
uma análise da comunicação dos encantados do Tambor de Mina em São Paulo
DOI:
https://doi.org/10.21665/2318-3888.v13n26p159Palavras-chave:
Encantaria. Enregistramento. Linguagem. Ancestralidade.Resumo
Este trabalho propõe uma análise antropológica e sociolinguística da oralidade e da memória a partir dos encantados, entidades cultuadas no tambor de mina, tradição afro-brasileira de matriz jeje-nagô que se expandiu do Maranhão e do Pará para outros territórios urbanos. Considera-se, aqui, o processo de migração e reterritorialização dessa religião na cidade de São Paulo, resultante dos fluxos migratórios de populações do Norte e Nordeste a partir da década de 1970. Nesse contexto, o tambor de mina foi Introduzido na capital paulista por Toy Francelino de Shapanan, fundador da Casa das Minas de Thoya Jarina, localizada na zona sul, considerada o primeiro tambor de mina jeje-nagô da cidade. A pesquisa, de caráter etnográfico neste terreiro, baseando-se em observações realizadas durante festividades e conversas Informais com Interlocutores, entre eles, filhos de santo e os próprios encantados, buscando compreender a linguagem das entidades como Instrumento de comunicação, identidade e percepção do mundo. Analisa-se de que modo os encantados percebem e significam o “mundo dos humanos”, ou “mundo de pecado”, como denominam, e como, através da fala e de expressões próprias, produzem formas singulares de presença e de significar o mundo contemporâneo com expressões e Inovações lexicais.
Submissão: 15 ago. 2025 ⊶ Aceite: 15 nov. 2025
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